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Exames de sangue podem ajudar a identificar Alzheimer, mas ainda não são indicados para pessoas sem sintomas

Novos testes analisam proteínas associadas à doença e podem auxiliar no diagnóstico em pessoas que já apresentam alterações de memória ou outros sintomas cognitivos

Novos exames de sangue capazes de identificar sinais relacionados à doença de Alzheimer vêm despertando interesse entre pessoas preocupadas com a possibilidade de desenvolver demência no futuro. Apesar dos avanços, especialistas alertam que esses testes ainda não são recomendados para pessoas que não apresentam sintomas, fora do contexto de pesquisas.

Nos Estados Unidos, a agência reguladora de medicamentos, a FDA, já autorizou quatro exames de sangue para auxiliar profissionais de saúde na avaliação de pessoas que apresentam problemas de memória ou outras alterações cognitivas.

Os testes procuram identificar mudanças em proteínas associadas ao Alzheimer, principalmente a beta-amiloide e a proteína tau. A presença dessas alterações pode ajudar os médicos a esclarecer o diagnóstico quando há sinais clínicos compatíveis com a doença.

Diagnóstico mais rápido

A possibilidade de identificar a doença de forma mais rápida pode ser importante principalmente nos estágios iniciais. O diagnóstico precoce permite que pacientes e profissionais de saúde avaliem as opções de tratamento disponíveis.

Atualmente, alguns medicamentos conseguem retardar de forma moderada a progressão dos sintomas em determinados pacientes, especialmente quando utilizados em fases iniciais da doença. A indicação, porém, depende de avaliação médica individualizada.

Testes ainda não são indicados para quem não apresenta sintomas

Apesar dos avanços, especialistas destacam que realizar um exame de sangue para Alzheimer sem apresentar sintomas não é, neste momento, uma recomendação geral. A utilização desses testes em pessoas assintomáticas ainda está sendo estudada, principalmente para entender melhor seus benefícios, limitações e possíveis impactos.

Por isso, a realização de um teste por iniciativa própria, sem indicação médica, pode não trazer respostas definitivas sobre o risco futuro de desenvolver demência.

Cuidados com a saúde do cérebro

Enquanto novas formas de diagnóstico continuam sendo pesquisadas, especialistas reforçam que existem medidas que podem ser adotadas desde já para cuidar da saúde cerebral.

Entre elas estão controlar a pressão arterial, não fumar, prevenir e controlar o diabetes, praticar atividade física regularmente e manter hábitos de vida saudáveis.

Essas medidas contribuem para a saúde geral e podem ajudar a reduzir fatores de risco associados ao desenvolvimento de demência.

A principal orientação é procurar acompanhamento médico diante de alterações persistentes de memória, raciocínio ou comportamento. A prevenção e o cuidado com a saúde do cérebro começam muito antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

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