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SUS oferece nove novos medicamentos contra o câncer; estima-se que 116 mil pacientes sejam beneficiados

O Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a oferta de nove novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida contempla pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e outros tumores, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas em todo o país. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações para ampliar o acesso a tratamentos oncológicos e reduzir o tempo de espera por diagnósticos e atendimento especializado.

Os novos medicamentos possuem 13 indicações terapêuticas e começam a ser disponibilizados em 20 centros de tratamento distribuídos por 17 estados brasileiros. A expectativa do Governo Federal é expandir a oferta para os demais centros oncológicos do país até o final de 2026.

Entre os medicamentos estão o abemaciclibe, utilizado no tratamento de determinados tipos de câncer de mama e que pode custar até R$ 366 mil na rede privada, e o pazopanibe, indicado para pacientes com câncer renal metastático. Outro destaque é a ampliação do uso do trastuzumabe, já disponível no SUS para câncer de mama, que também passa a atender pacientes com câncer de estômago.

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até dezembro, ampliando em 35% as alternativas de tratamento na rede pública. O investimento estimado para viabilizar a oferta dos 23 medicamentos é de R$ 4 bilhões por ano.

A ampliação integra o programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025, que busca fortalecer a rede pública de atendimento oncológico. Parte dos medicamentos já havia sido incorporada ao SUS há mais de dez anos, mas ainda não era efetivamente disponibilizada aos pacientes.

Novos medicamentos disponíveis pelo SUS

Os nove medicamentos anunciados são:

  • Trastuzumabe: indicado para câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
  • Abemaciclibe: utilizado no tratamento de determinados tipos de câncer de mama.
  • Acetato de lanreotida: indicado para tumores neuroendócrinos.
  • Pazopanibe: utilizado em casos de câncer renal metastático.
  • Rituximabe: destinado ao tratamento de leucemia linfocítica crônica e determinados linfomas.
  • Abiraterona: indicada para diferentes condições do câncer de próstata.
  • Gefitinibe: utilizado no tratamento de câncer de pulmão de não pequenas células.
  • TSH recombinante (alfatirotropina): empregado no tratamento de câncer diferenciado da tireoide com indicação de iodo radioativo.
  • Sunitinibe: indicado para determinados casos de câncer renal e tumores estromais gastrointestinais.

A escolha dos medicamentos dependerá do tipo de câncer, do estágio da doença e da avaliação da equipe médica responsável pelo paciente.

Além dos novos tratamentos, o Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino.

Os exames começarão a ser implementados gradualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de novembro, inicialmente em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

O teste imunoquímico fecal (FIT) será destinado a homens e mulheres sem sintomas, com idades entre 50 e 75 anos. O procedimento identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar alterações intestinais e a necessidade de exames complementares, como a colonoscopia.

Outra medida anunciada é a ampliação do financiamento de cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. O investimento previsto é de R$ 46 milhões anuais. Por ser minimamente invasiva, a técnica pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a cirurgia.

Investimentos buscam acelerar diagnósticos e tratamentos

O Ministério da Saúde também anunciou reajustes nos valores pagos aos serviços de saúde por procedimentos oncológicos. Para medicamentos administrados por via intravenosa, os repasses por procedimento serão quadruplicados, enquanto os valores destinados aos medicamentos orais serão dobrados.

Os recursos para iodoterapia, utilizada no tratamento do câncer de tireoide, passarão de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões por ano.

Também estão previstos investimentos para ampliar o acesso a biópsias, exames de patologia e testes de biologia molecular. A estratégia inclui o fortalecimento de centros especializados em diagnóstico digital e telepatologia, com o objetivo de reduzir o tempo de espera pelos resultados.

O conjunto de medidas contempla ainda ações voltadas ao diagnóstico precoce do retinoblastoma, câncer que atinge principalmente crianças menores de cinco anos, e a prorrogação até 2031 do incentivo fiscal do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

Segundo o Ministério da Saúde, as iniciativas buscam ampliar o acesso da população aos serviços especializados, melhorar as condições de tratamento e aumentar as possibilidades de diagnóstico precoce e recuperação dos pacientes com câncer atendidos pelo SUS.

 

Fonte: Oeste Mais

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