SUS começa a oferecer nove medicamentos contra o câncer e poderá beneficiar mais de 116 mil pacientes
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Tratamentos de alta tecnologia contemplam diferentes tipos de câncer, incluindo mama, próstata, pulmão e rim; Rio Grande do Sul está entre os estados atendidos.

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida contempla 13 indicações de tratamento contra o câncer e poderá beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o Brasil.

A distribuição começou em outubro, inicialmente em 20 centros especializados, localizados em 17 unidades da Federação, incluindo o Rio Grande do Sul. A previsão é ampliar a disponibilidade para os demais centros oncológicos do país até o final de 2026.

Entre os medicamentos estão tratamentos para câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide, linfomas e outros tumores. Alguns já estavam incorporados ao SUS, mas ainda não eram efetivamente disponibilizados ou passam a atender novas indicações.

Um dos destaques é o abemaciclibe, utilizado em determinados casos de câncer de mama, cujo tratamento pode custar até R$ 366 mil na rede privada, segundo o Ministério da Saúde.

O investimento anual previsto para aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões.

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado na rede pública.

Segundo o Ministério da Saúde, a meta é chegar a 23 medicamentos oncológicos disponibilizados nessa nova etapa até dezembro de 2026, ampliando em 35% as alternativas de tratamento.

Rio Grande do Sul está entre os contemplados
O Estado integra a primeira etapa da distribuição nacional. A ampliação representa uma oportunidade de acesso a tratamentos de alta complexidade para pacientes atendidos pelo SUS.

A disponibilidade em cada hospital dependerá da implementação dos novos fluxos de atendimento e distribuição, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Além dos medicamentos, o governo federal anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal, com implantação gradual a partir de novembro.

Fonte: Ministério da Saúde — comunicado oficial publicado em 20 de outubro de 2026, atualizado em 28 de outubro.