Desde 1º de agosto, todos os radares de velocidade instalados nas rodovias federais do Rio Grande do Sul estão desligados. A medida foi determinada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) devido à falta de recursos financeiros para manter os contratos que garantem a operação e manutenção desses equipamentos.
A suspensão abrange quase todas as BRs do estado, incluindo a BR-285, que atravessa Passo Fundo, onde a situação já foi confirmada. Os equipamentos — como radares fixos e lombadas eletrônicas — são gerenciados diretamente pela sede do DNIT em Brasília, sem autonomia para decisões regionais quanto a orçamento ou gestão.
Autoridades de trânsito e especialistas em segurança viária demonstram preocupação com a paralisação, alertando para o risco de aumento de infrações por excesso de velocidade e acidentes, especialmente em trechos onde os controladores eram o único recurso de fiscalização.
Ainda não há previsão oficial para a retomada do serviço. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, como a BR-101, BR-386 e a freeway, os radares continuam operando normalmente, pois a manutenção é de responsabilidade das concessionárias.
Nas demais vias, como a BR-285, o monitoramento será realizado exclusivamente por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de forma presencial, com recursos e estrutura próprios da corporação.
FAQ – Entenda a Suspensão dos Radares no RS
1. Por que os radares foram desligados nas rodovias federais do RS?
Porque o DNIT está enfrentando dificuldades orçamentárias e não consegue manter os contratos de operação dos equipamentos.
2. Quais rodovias foram afetadas?
Quase todas as rodovias federais não pedagiadas no estado, como a BR-285.
3. Os radares voltarão a funcionar em breve?
Até o momento, não há previsão para a reativação dos equipamentos.
4. Quem será responsável pela fiscalização nas rodovias sem radares?
A PRF fará o trabalho de fiscalização presencialmente.
5. E nas rodovias com pedágio, os radares continuam ativos?
Sim, nas BRs concedidas à iniciativa privada — como BR-101, BR-386 e freeway — os controladores seguem operando normalmente.
6. Há risco de aumento nos acidentes?
Especialistas alertam para essa possibilidade, já que a ausência de controle eletrônico pode incentivar o excesso de velocidade.

