Passo Fundo segue fortalecendo sua presença no comércio exterior. Dados do Observatório Econômico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, elaborados com base nas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que o município encerrou o primeiro semestre de 2026 como o maior exportador do Rio Grande do Sul em 13 grupos de produtos, além de conquistar posições de destaque no cenário nacional.
O resultado evidencia uma economia cada vez mais diversificada. Além da força do agronegócio, Passo Fundo se destaca pela exportação de produtos industriais, máquinas, equipamentos, biocombustíveis e itens voltados à área da saúde, ampliando sua inserção nos mercados internacionais.
Para o prefeito Pedro Almeida, os números confirmam a importância de Passo Fundo como referência econômica regional e nacional. “Passo Fundo é uma cidade que conecta a produção de toda a Região Norte aos mercados do Brasil e do mundo. Esses resultados mostram a força do nosso agronegócio, mas também revelam uma economia diversificada, com indústria, tecnologia, saúde, máquinas e biocombustíveis ocupando posições de destaque. É um desempenho que gera desenvolvimento, renda e novas oportunidades para toda a região”, destacou.
Entre os principais destaques estão as exportações de trigo e milho. No período de janeiro a junho, o município exportou US$ 85,2 milhões em trigo e misturas de trigo com centeio, liderando o ranking estadual à frente de cidades como Cruz Alta, Rio Grande, Santa Maria e Alegrete. No milho, Passo Fundo também ocupou a primeira posição no Rio Grande do Sul, com US$ 57,9 milhões em exportações.
Outro desempenho expressivo foi registrado na cadeia dos biocombustíveis. Passo Fundo liderou as exportações gaúchas de glicerol bruto, com US$ 17,5 milhões, mais que o dobro do segundo colocado. O município também foi o único do Estado a exportar biodiesel no primeiro semestre, alcançando US$ 2,2 milhões.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico ressalta que o levantamento permite identificar a competitividade do município em diferentes cadeias produtivas. “Quando analisamos os produtos individualmente, percebemos a dimensão da contribuição de Passo Fundo para as exportações do Rio Grande do Sul. Somos líderes estaduais em 13 grupos de produtos e ocupamos a primeira posição nacional em quatro deles. Isso demonstra competitividade, capacidade de agregação de valor e uma inserção internacional que vai muito além da soja”, afirmou.
Além desses produtos, Passo Fundo ficou em primeiro lugar no Rio Grande do Sul nas exportações de máquinas e aparelhos mecânicos, legumes de vagem, sementes e frutos oleaginosos, enzimas, produtos para uso terapêutico, misturas betuminosas, obras de ferro e aço, gorduras e óleos animais e cevada.
Soja mantém liderança na pauta de exportações
Embora o município tenha ampliado sua participação em diferentes setores, a soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora. Nos seis primeiros meses do ano, foram comercializados US$ 194,8 milhões, resultado que garantiu a segunda colocação entre os municípios gaúchos, atrás apenas de Rio Grande.
O desempenho reforça o papel de Passo Fundo como principal polo regional de armazenagem, industrialização, comercialização e logística, concentrando empresas exportadoras, cooperativas e serviços especializados que atendem toda a Região Norte do Estado.
Indústria amplia participação
Os dados também mostram o avanço da indústria local. Passo Fundo liderou o Rio Grande do Sul nas exportações de máquinas e aparelhos mecânicos, com US$ 9 milhões, superando importantes polos industriais como Caxias do Sul, Gravataí, Panambi e Santa Cruz do Sul.
Na exportação de máquinas e equipamentos destinados à agricultura, horticultura e atividades florestais, o município conquistou a segunda colocação estadual e a quarta posição nacional, com US$ 5,36 milhões exportados.
Destaque também no cenário nacional
Além da liderança estadual, Passo Fundo ficou em primeiro lugar no Brasil em quatro grupos de produtos: trigo; produtos e substâncias de origem humana ou animal preparados para fins terapêuticos; misturas betuminosas; e cevada.
O município também alcançou a segunda posição nacional em máquinas e aparelhos mecânicos, a quarta colocação em arroz, máquinas agrícolas e biodiesel, a quinta em glicerol bruto e a sétima em milho.
O estudo integra o trabalho permanente do Observatório Econômico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que reúne e analisa indicadores sobre abertura de empresas, geração de empregos, exportações e atividade econômica. As informações servem de base para o planejamento de políticas públicas, atração de investimentos e fortalecimento dos setores produtivos do município.

