A vereadora Marina Bernardes utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Passo Fundo, nesta segunda-feira (22), para apresentar seu Grande Expediente. Com o tema “Qual Passo Fundo estamos construindo?”, a parlamentar promoveu uma reflexão sobre os rumos do município, destacando que o crescimento econômico da cidade precisa estar aliado à redução das desigualdades e à melhoria da qualidade de vida da população.
Durante o pronunciamento, Marina fez um balanço dos primeiros dezoito meses de mandato, período em que contabiliza 561 encaminhamentos legislativos, entre eles 216 pedidos de providência, 48 pedidos de informação e 84 indicações. A vereadora também ressaltou a aprovação de cinco leis municipais de sua autoria, voltadas à promoção dos direitos humanos, à proteção de mulheres e ao enfrentamento de diferentes formas de vulnerabilidade social.
Segundo a parlamentar, a atuação do mandato está fundamentada em três eixos principais: Cidades Sustentáveis, Direito à Cidade e Cidade das Mulheres. Entre as pautas defendidas estão a valorização da educação pública, o acesso à água como direito fundamental, o planejamento urbano sustentável, a cultura, a moradia e o enfrentamento das desigualdades territoriais.
“Nosso mandato escolheu estar ao lado das pessoas e enfrentar os problemas da cidade. Reconhecemos os avanços de Passo Fundo, mas acreditamos que ela pode ser muito melhor quando o desenvolvimento alcançar quem mais precisa”, afirmou.
Reconhecimento à cultura Hip Hop
Durante a sessão, a vereadora também concedeu distinções de Honra ao Mérito a dois importantes projetos culturais ligados ao movimento Hip Hop de Passo Fundo.
O primeiro reconhecimento foi destinado ao coletivo Batalha de Rimas do Esgoto, criado em 2019 e responsável por desenvolver atividades culturais em escolas, eventos comunitários e ações de formação voltadas à cultura urbana.
Também recebeu homenagem o projeto Mina do Corre, iniciativa criada em 2019 com o objetivo de ampliar a participação feminina e da comunidade LGBTQIA+ no cenário do rap regional. Em 2025, o projeto foi contemplado pelo Funcultura, possibilitando a produção colaborativa entre artistas e musicistas mulheres.
Durante a homenagem, a idealizadora do projeto, Gi Koop, destacou os desafios enfrentados pelas mulheres dentro do movimento Hip Hop e a importância de ampliar os espaços de representatividade.
“Quando iniciei no movimento, nas batalhas de rima, era difícil para mim ser ouvida dentro do ambiente. E o Hip-Hop é um movimento que tem o protesto e a questão política, mas não dá para descartar que também existe uma influência estrutural sobre o movimento, que é composto por homens”, relatou.
Ao encerrar seu Grande Expediente, Marina reforçou a importância de construir uma cidade que combine desenvolvimento econômico, inclusão social e valorização da cultura como instrumentos de transformação e cidadania.
Foto: Amanda Peres – Divulgação ASCOM
Seção de Comunicação Social

