Janeiro Branco: como a pesquisa clínica pode contribuir com a consciência e o autocuidado sobre saúde mental
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Profissionais do Instituto Méderi relatam os desafios para desestigmatizar o sofrimento emocional e transtornos mentais

O primeiro mês do ano é dedicado à reflexão sobre a saúde mental e aos cuidados com a mente humana. A campanha Janeiro Branco propõe um olhar mais atento para o interior de cada indivíduo, estimulando a reflexão sobre o que gera sofrimento emocional e o que pode ser feito de forma diferente para promover bem-estar. É o que destaca o médico psiquiatra do Instituto Méderi, Dr. Jacson Hübner.

“Esse momento do ano foi criado pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, em função de representar uma suposta “folha em branco”, em que todas as pessoas fazem planos para os próximos 12 meses, com reflexões e novos projetos. Isso permite revisitar suas condições de saúde. Essa campanha permite que as pessoas se observem mais, tenham uma autocompreensão”, define.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, por exemplo, com 9,3% da população afetada. A depressão também aparece no indicador, com um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais, potencializados pelo impacto da pandemia de COVID-19, entre os anos de 2020 e 2022.

A médica do Instituto Méderi, Dra. Aline Saraiva, entende que a saúde mental ainda é tratada como um estigma, mesmo com o crescimento da campanha. Segundo ela, o período de janeiro é fundamental para ampliar o diálogo sobre sinais, sintomas, traumas e outras situações que possam implicar no bem-estar e na conexão entre corpo e mente.

“Ainda enfrentamos algumas dificuldades, com pessoas que associam sofrimento emocional à fraqueza, falta de fé ou do que “fazer”, o que gera culpa e vergonha em quem sofre. Além disso, existe uma dificuldade de reconhecer os sinais de ansiedade, depressão e estresse, que nem sempre aparecem de forma clara”, reitera, ao citar que os sinais podem ser confundidos com cansaço, mau humor ou problemas físicos.

Um estigma a ser vencido

O processo de desestigmatização dos transtornos mentais também abre espaço para a valorização da pesquisa clínica como ferramenta de cuidado e avanço científico. Segundo o psiquiatra Jacson Hübner, o reconhecimento precoce dos sintomas e a atenção contínua à saúde mental contribuem para o fortalecimento da autopercepção.

“Pessoas que desenvolvem maior consciência sobre sua saúde mental tendem a compreender melhor a importância da campanha e, muitas vezes, se sentem motivadas a contribuir com pesquisas clínicas. Esse engajamento ajuda a ampliar o conhecimento científico e a reduzir o estigma associado às doenças mentais”, afirma.

Hübner também reforça a importância do apoio da família, dos amigos e da rede social no processo de cuidado. Segundo ele, pessoas que necessitam de acompanhamento psiquiátrico ou psicológico precisam, acima de tudo, de acolhimento e compreensão.

“Atitudes de julgamento, críticas ou interpretações baseadas em culpa não contribuem e apenas ampliam o estigma e o sofrimento do paciente. É fundamental que a própria pessoa desenvolva tolerância e aceitação em relação ao seu quadro. A autocobrança excessiva intensifica sentimentos de fracasso e inadequação, agravando o sofrimento. Quem enfrenta um transtorno mental precisa, прежде de tudo, de acolhimento, compreensão e apoio para superar, passo a passo, os desafios impostos pela doença”, orienta o psiquiatra.

Quais são os sinais?

A investigação para compreender se a saúde mental está equilibrada é observar a presença de sinais, como dores, palpitações, cansaço pertinente ou alterações gastrointestinais. Segundo a Dra Aline Saraiva, nestes casos, é necessária a realização de uma avaliação clínica para diagnosticar as causas orgânicas.

“Quando uma pessoa vive emoções intensas por muito tempo, como estresse, medo, tristeza ou ansiedade, o organismo entra em estado de alerta constante. Isso provoca alterações hormonais, musculares e no funcionamento de órgãos, como aumento da tensão muscular, mudanças no intestino, palpitações e dores reais. Ou seja, a dor não é “imaginação”: ela é uma resposta física do corpo a um sofrimento emocional que não conseguiu ser elaborado ou expresso de outra forma”, esclarece.

Instituto Méderi

Com mais de 20 áreas terapêuticas atendidas de forma gratuita por meio da pesquisa clínica, o Instituto Méderi está à disposição da comunidade para contribuir por meio da ciência com a saúde mental das pessoas. O centro clínico está localizado na Avenida Sete de Setembro, 55, Sala 7. O telefone para contato é pelo (54) 3581.1831 e no WhatsApp (54) 98432.7885 ou no site https://mederiinstituto.com.br.

Fotos: Divulgação / Instituto Méderi