Uma ação de cuidado e proteção à vida silvestre marcou a manhã desta quinta-feira (22), em Passo Fundo. A Força Voluntária do Norte Gaúcho realizou o resgate de um filhote de quero-quero que havia caído em uma tubulação de aproximadamente um metro e meio de profundidade, localizada em um terreno baldio na Rua Onofre Pedroso, nos fundos do Parque do Boqueirão.

A ocorrência foi identificada por uma moradora da região, que percebeu a situação e compartilhou um pedido de ajuda em grupos de WhatsApp. A mobilização possibilitou o acionamento da Força Voluntária, que se deslocou até o local para realizar o atendimento.
O presidente da entidade, Sidnei Machado, acompanhou a ocorrência e participou dos trabalhos de resgate.
No terreno, dois quero-queros adultos estavam acompanhados de dois filhotes. Um deles havia caído no interior da tubulação e ficado preso após uma curva do cano, dificultando sua localização e retirada.
Mesmo sem conseguir visualizar a ave, os voluntários identificaram sua posição por meio dos piados emitidos pelo filhote.
Comportamento dos adultos chamou a atenção
Durante o atendimento, um detalhe chamou a atenção dos envolvidos. Um dos quero-queros adultos permaneceu próximo à entrada da tubulação durante todo o resgate, demonstrando comportamento de proteção e vigilância.
Para alcançar o filhote, foi necessário realizar uma escavação ao lado do cano, permitindo o acesso ao ponto onde a ave estava presa.
Após o trabalho, o filhote foi retirado em segurança e devolvido ao convívio dos adultos e do outro filhote, encerrando a ocorrência sem ferimentos relatados.
Período de reprodução exige cuidados redobrados
No Rio Grande do Sul, o período reprodutivo dos quero-queros geralmente começa em setembro, com maior concentração de nascimentos nos meses de outubro e novembro.
Nessa época, é comum observar os adultos adotando comportamentos territoriais e de defesa, especialmente quando há ovos ou filhotes nas proximidades.
Novos nascimentos também podem ocorrer entre dezembro e março, em situações de reprodução tardia ou novas posturas.
A orientação é evitar a aproximação desnecessária dos ninhos e filhotes, respeitando o espaço das aves e prevenindo situações de risco.
Mobilização comunitária fez a diferença
O resgate demonstra a importância da participação da comunidade na identificação de situações que colocam animais silvestres em perigo.
A rápida comunicação da ocorrência e a atuação da Força Voluntária do Norte Gaúcho foram fundamentais para que o filhote fosse retirado da tubulação e pudesse retornar à sua família.
O episódio também reforça a importância de buscar auxílio de equipes capacitadas ao encontrar animais silvestres presos, feridos ou em situação de risco.