Uma das doenças neuro-degenerativas que mais provocam declínio das funções cognitivas humana, o alzheimer é lembrado no mês de fevereiro com objetivo de conscientização ao lado de lúpus, fibromialgia e leucemia. A campanha “Fevereiro Roxo”, instituída em 2014, visa a prevenção das doenças. No norte gaúcho, em Passo Fundo, um estudo clínico contribui com diagnóstico e acompanhamento de pacientes de alzheimer de forma gratuita.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), existem cerca de 1,2 milhão de casos de alzheimer sem diagnóstico. Porta de entrada comum para a demência, a doença interfere no comportamento e personalidade das pessoas, com consequências como a perda de memória. Com intuito de apresentar novas perspectivas terapêuticas para as pessoas, sobretudo os idosos, um estudo clínico disponibilizado em Passo Fundo de forma gratuita oferece acompanhamento especializado por equipe médica semanalmente.
Segundo a médica do Instituto Méderi, Dra. Karla Cortez, a pesquisa clínica tem como intuito de desenvolver novos tratamento voltado ao alzheimer e a psicose associada, que afeta até 50% dos pacientes ao longo da evolução do alzheimer. Os sinais se manifestam por meio de delírios (crenças falsas, como se estivesse sendo roubado) e alucinações (ver ou ouvir o que não está presente).
“A psicose associada ao alzheimer é considerada uma área de grande necessidade médica não atendida, uma vez que antipsicóticos atípicos comuns apresentam efeitos colaterais que frequentemente superam seus benefícios. Por isso, o estudo é tão importante para contribuir com a busca por novas perspectivas terapêuticas, já que o alzheimer não tem cura definida, mas possui diferentes tratamentos”, explica.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais neste processo, define a Dra. Karla. O estudo prioriza também a saúde do cuidador e a saúde dele, considerado parceiro de estudo, que fornece o relato fidedigno das mudanças de comportamento no domicílio, em razão de que o impacto da psicose gera diferentes comportamentos no paciente, que recai sobre os cuidadores. “Diferente do esquecimento, a psicose gera agitação e desconfiança, o que eleva drasticamente os níveis de estresse, ansiedade e depressão nos cuidadores, que muitas vezes se tornam o alvo das paranoias do paciente”, acrescenta.
Estudo disponível para a comunidade
O estudo de psicose associada ao alzheimer está disponível para participação de pessoas com sinais de alerta (veja a lista abaixo) de psicose. Considerada uma ferramenta terapêutica preventiva, a pesquisa clínica permite ajustes de dosagem e identificação precoce de efeitos colaterais ao paciente, evitando crises que poderiam levar ao pronto-socorro. Para o cuidador, o estudo reduz a sensação de “desamparo”, ao ter ciência do monitoramento semanal do paciente, o que gera segurança emocional e reduz a carga de vigilância constante.
Interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato com o Instituto Méderi, pelo telefone (54) 3581.1831 ou WhatsApp (54) 98432.7885, ou solicitar a participação de forma presencial, na Avenida Sete de Setembro, 55, Sala 7, no Centro de Passo Fundo.
Sinais de alerta para busca de especialista
A Dra. Karla destaca quatro sinais de alerta para a busca por um especialista em caso suspeito de alzheimer. São eles:
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Mudanças de personalidade: O idoso torna-se excessivamente desconfiado ou apático.
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Perda de funcionalidade: Dificuldade em tarefas que antes eram simples (pagar contas, usar o telefone).
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Alterações perceptivas: Relatar presenças no quarto ou acreditar em conspirações familiares.
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Esquecimentos recorrentes: Que ultrapassam o lapso benigno e afetam a rotina.

