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Diesel pode ficar mais caro no Rio Grande do Sul caso subsídios federais sejam encerrados

O preço do diesel poderá sofrer novas pressões no Rio Grande do Sul caso o governo federal encerre os subsídios destinados a produtores e importadores do combustível. A possibilidade preocupa setores que dependem diretamente do transporte rodoviário, especialmente caminhoneiros, transportadoras e produtores rurais.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel S10 registrou preço médio de R$ 7,24 por litro no Estado entre os dias 11 e 17 de outubro. Na semana seguinte, de 18 a 24 de outubro, a média recuou para R$ 7,16.

Governo prorroga subsídio por mais 30 dias
Na terça-feira (27), o Ministério da Fazenda publicou uma portaria prorrogando por mais 30 dias a subvenção econômica de R$ 2,12 por litro de diesel, destinada a produtores e importadores.

A medida busca reduzir os impactos das oscilações internacionais do petróleo e contribuir para a estabilidade do abastecimento e dos preços no mercado brasileiro.

O governo também havia anunciado, em outubro, um incentivo adicional de R$ 1,40 por litro para importadores de diesel rodoviário, com prazo próprio de vigência.

Possível aumento preocupa a economia gaúcha
Uma eventual retirada dos incentivos poderá elevar os custos de comercialização do diesel, dependendo das condições do mercado e do repasse realizado pelas empresas.

No Rio Grande do Sul, o impacto poderá atingir principalmente o transporte de cargas, a produção agrícola e a distribuição de mercadorias.

Como boa parte dos produtos comercializados nos municípios depende do transporte rodoviário, uma elevação expressiva do combustível poderá encarecer os fretes e pressionar os preços de alimentos e outros itens essenciais.

Diesel a R$ 9 ainda não é realidade
Embora circulem simulações apontando que o diesel S10 poderia alcançar R$ 9,04 por litro no Estado, não há confirmação de que esse valor será praticado nos postos.

O preço dependerá de fatores como mercado internacional, custos de produção e importação, tributação e decisões comerciais das distribuidoras e revendedores.

Por enquanto, a manutenção do subsídio federal busca evitar novas pressões imediatas sobre os preços do combustível.

Fontes: Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério da Fazenda e Agência Brasil.

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