Uma das principais doenças em pessoas de todas as idades, a obesidade impacta no desenvolvimento de diferentes doenças, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, entre outras. Nesta quarta-feira (4), o Dia Mundial da Obesidade é lembrado para aumentar a conscientização sobre a doença crônica que atinge todas as classes sociais.
A obesidade tornou-se, ao longo do tempo, uma patologia neuroendócrina complexa e progressiva. Em nível global, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivam com a obesidade. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 60% da população adulta no Brasil está acima do peso, com a prevalência da obesidade dobrando nas últimas duas décadas, atingindo cerca de 25,7% dos brasileiros.
A médica do Instituto Méderi, Dra. Karla Cortez, pontua que a obesidade apresenta algumas dificuldades que devem ser superadas para o avanço do acesso ao tratamento. “A obesidade é, talvez, a única doença crônica em que o paciente é rotineiramente culpado por seu estado. E no Brasil, o cenário do acesso ao tratamento apresenta lacunas importantes. Embora vivamos uma era de inovação com medicamentos de última geração, o alto custo dessas terapias ainda representa uma barreira significativa para a sua ampla utilização”, pontua.
Segundo a Dra. Karla, a obesidade exige suporte em medicamentos e acompanhamento multidisciplinar contínuo, o que é possível por meio dessa alternativa. “O grande desafio reside em estruturar um cuidado que vá além do incentivo isolado a mudanças de hábito. Tratá-la apenas com o simplismo do “equilíbrio calórico” ignora a biologia da doença e retarda a recuperação da saúde do paciente. Nós precisamos parar de tratar a obesidade como uma escolha estética e passar a tratá-la como a emergência médica que ela realmente é. O acesso ao tratamento não deve ser um privilégio, mas um direito de quem deseja recuperar a saúde e a dignidade”, ressalta a médica.
Pesquisa clínica como alternativa de qualidade
A soma das barreiras econômicas e também terapêuticas, visto que existe um desafio de demanda represada em questão de saúde pública, a pesquisa clínica surge como uma via fundamental de assistência de alta qualidade para pessoas em situação de obesidade. O estudo clínico funciona como uma ponte: de um lado, o paciente que necessita de intervenções modernas e acompanhamento rigoroso; do outro, protocolos científicos que oferecem, sem custos ao participante, o que há de mais avançado na medicina mundial.
Acompanhamento multidisciplinar
Ao participar de um estudo clínico, o paciente tem acesso a uma estrutura diferenciada, que inclui exames diagnósticos frequentes e uma equipe multidisciplinar, que garante uma vigilância em saúde que, muitas vezes, excede os padrões convencionais. Para o sistema de saúde, a pesquisa representa fôlego; para o indivíduo, é a oportunidade de tratar uma doença crônica com dignidade, segurança e o suporte tecnológico que a ciência pode oferecer.
