Cerimônia do Jaleco marca início da jornada médica de novos alunos da UPF
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Ato simbólico reforça compromisso com ética, responsabilidade e cuidado com a vida

A Universidade de Passo Fundo (UPF) realizou, no dia 11 de abril, a tradicional Cerimônia do Jaleco com os estudantes ingressantes do curso de Medicina. O momento reuniu familiares, professores, acadêmicos e representantes da instituição em um ato simbólico que marca o início da formação médica e o compromisso com valores fundamentais da profissão.

Mais do que um rito acadêmico, a cerimônia representa uma etapa significativa na trajetória dos futuros médicos. Ao vestir o jaleco pela primeira vez, os estudantes assumem não apenas um símbolo da profissão, mas também a responsabilidade de construir uma caminhada baseada na ética, na sensibilidade humana e no respeito ao próximo.

Tradicional em escolas médicas de diversos países, a Cerimônia do Jaleco ganhou força a partir da década de 1990 como um marco de transição na formação médica. O ritual busca reforçar, desde o início da graduação, a importância da empatia, da responsabilidade e do compromisso com o paciente.

Na UPF, a prática já integra o calendário institucional e vem sendo fortalecida ao longo dos anos. Durante a solenidade, o diretor da Escola de Medicina, Dr. José Basileu Caon Reolon, destacou a relevância do momento e a emoção de acompanhar o início de uma nova turma. “Cada estudante conquistou seu espaço com dedicação e esforço, escolhendo uma formação que busca excelência e preparo para os desafios da profissão médica”, afirmou.

O diretor também enfatizou o significado do jaleco como símbolo de responsabilidade. “A partir desse momento, os estudantes passam a ter acesso à vida das pessoas em momentos de fragilidade, o que exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade, humanidade e compromisso com o cuidado”, pontuou.

Representando os ingressantes, a acadêmica Valentina Piovesan destacou que o início da graduação exige tanto preparo intelectual quanto sensibilidade humana. “Vestir o jaleco é assumir um compromisso ético com a vida e compreender que a Medicina vai além da técnica, exigindo empatia, escuta e responsabilidade”, ressaltou.

O coordenador do curso de Medicina da UPF, professor Pérsio Stobbe, também reforçou o caráter coletivo da formação médica. “Ser médico é, прежде de tudo, uma escolha de servir, ouvir e acolher. O jaleco representa o privilégio e a responsabilidade de cuidar do outro ao longo de toda a trajetória profissional”, destacou.

Após a cerimônia, estudantes e familiares foram convidados a conhecer a estrutura do Campus II, incluindo o Centro de Simulação Realística (CSR). O espaço esteve aberto para visitação, permitindo aos presentes compreender, na prática, como a tecnologia e a simulação contribuem para a formação médica desde os primeiros anos da graduação.

Fotos: Bruna Petri