A Câmara de Vereadores de Passo Fundo lançou, nesta sexta-feira (28), o movimento “Água não pode esperar”, iniciativa voltada à cobrança de medidas para regularizar e garantir a qualidade do abastecimento de água no município.
A mobilização foi definida durante reunião da Mesa Diretora com a Procuradoria Jurídica da Câmara, diante dos recorrentes problemas enfrentados pela população em relação ao serviço prestado pela Corsan/Aegea.
Nesta semana, moradores de diferentes regiões voltaram a relatar interrupções e irregularidades no fornecimento. Entre os bairros afetados estão Boqueirão, Integração, Záchia, Valinhos, Vera Cruz e São Bento.
Câmara quer reunir instituições e cobrar planejamento
Segundo o presidente da Câmara, vereador Luizinho Valendorf (PSDB), o movimento pretende unir esforços para cobrar da concessionária a prestação adequada do serviço, além de informações mais claras e precisas à população.
Para a próxima semana, a Câmara prevê uma série de encontros com órgãos e instituições relacionados à questão do abastecimento.
“Já alinhamos para a próxima semana uma reunião com o Ministério Público e a Defensoria Pública. Também convidaremos a Agergs, a Prefeitura, a Aegea e o Fundo Compartilhado. Queremos ajudar as pessoas em toda a cidade e queremos que a Aegea apresente um planejamento sobre o abastecimento em Passo Fundo. A comunidade não está sozinha”, declarou Valendorf.
A Câmara também encaminhou um ofício à Corsan solicitando informações sobre a previsão efetiva para a normalização e o pleno restabelecimento do abastecimento de água no município.
O documento questiona ainda as causas das interrupções ou da redução no fornecimento e solicita informações sobre o número de caminhões-pipa utilizados atualmente para auxiliar no atendimento à população.
Após a reunião da Mesa Diretora, os vereadores concederam entrevista coletiva à imprensa. Participaram do encontro Douglas Pereto (PSD), Edson Nascimento (Progressistas), Eva Valéria Lorenzato (PT), Felipe Manfroi (PSD), Gilmar Fuga Jr. (PSB), Gio Krug (PSD), Rafael Colussi (UB) e Regina Costa dos Santos (PDT).
Problemas começaram após rompimento de adutora
A falta de água vem sendo registrada desde a tarde de quarta-feira (26), quando ocorreu o rompimento de uma adutora de água tratada na saída da Estação de Tratamento de Água 2.
Entre quarta e sexta-feira, relatos da comunidade indicaram dificuldades no abastecimento em diferentes bairros de Passo Fundo.
O município já enfrentou situações semelhantes. Em fevereiro de 2025, diversos bairros também tiveram o fornecimento interrompido, afetando milhares de residências e estabelecimentos comerciais.
Segundo a Corsan, durante esta sexta-feira (28), equipes permaneceram mobilizadas para retirar bolsões de ar das tubulações, ajustar a pressão da rede, acompanhar as condições da água e trabalhar pelo restabelecimento integral do sistema.
A retomada ocorre de forma gradual para evitar que alterações bruscas de pressão provoquem novos rompimentos na rede.
Ainda conforme a concessionária, seis caminhões-pipa percorreram regiões onde moradores registraram desabastecimento, auxiliando no fornecimento enquanto o sistema passa pelo processo de normalização.

