Brasil é o centro do mundo com a COP30 — e o Rio Grande do Sul entra em destaque no debate.
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O Brasil virou o centro das atenções mundiais. Começa nesta segunda-feira, dia 10, em Belém do Pará, a COP30, a trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas — e é a primeira vez que o país sedia o evento.

Até o dia 21, milhares de cientistas, diplomatas, governantes e jornalistas de mais de 100 países estarão reunidos para discutir o futuro do planeta. Nesta edição, o grande desafio é transformar promessas em ações concretas diante do avanço acelerado dos eventos climáticos extremos.

O governo brasileiro defende um plano ambicioso: mobilizar 1,3 trilhão de dólares por ano até 2035 para combater a crise climática, com foco especial nos países em desenvolvimento. Outra proposta apresentada é a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que busca garantir recursos permanentes para conservar biomas fundamentais, como a Amazônia.

O RIO GRANDE DO SUL NO CENTRO DO DEBATE.

Após enfrentar a maior tragédia climática de sua história em 2024 — com enchentes que deixaram cerca de 2,3 milhões de gaúchos afetados, cidades devastadas e reconstruções que seguem até hoje — o Rio Grande do Sul chega à COP30 como símbolo da urgência em fortalecer políticas de adaptação climática.

Delegações gaúchas, universidades, movimentos comunitários e entidades de planejamento urbano vão levar a Belém propostas relacionadas a:

• Reurbanização de áreas de risco e reconstrução sustentável

• Planos diretos para salvar vidas em eventos extremos

• Retomada econômica com enfoque em cidades resilientes

• Fortalecimento dos sistemas de alerta, prevenção e resposta

Pesquisadores da UFRGS, UFSM e demais instituições também apresentarão estudos que reforçam o alerta: eventos como chuvas torrenciais, ciclones, estiagens prolongadas e ondas de calor já não são exceção, mas consequência direta do aquecimento global.

A reconstrução do estado, com impacto financeiro estimado em mais de R$ 20 bilhões, tornou-se referência no debate internacional sobre quem paga a conta da crise climática. Países em desenvolvimento, como o Brasil, insistem para que os maiores emissores do mundo — historicamente, as nações mais ricas — financiem parte significativa das ações de adaptação e mitigação.

PREVENIR É MAIS BARATO QUE RECONSTRUIR.

Especialistas reforçam um ponto central: investir em prevenção custa menos do que recuperar o que foi destruído. E a COP30 será o espaço para medir com clareza os avanços e, principalmente, os atrasos dos países diante das metas do Acordo de Paris.

O chamado que ecoa de Belém é direto:

o combate às mudanças climáticas precisa ser global, coletivo e permanente.

Do coração da Amazônia para o Brasil e o mundo, a mensagem é clara:

o futuro depende das decisões que tomarmos agora.