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Biocombustíveis abrem novas oportunidades para produtores com canola e carinata

Os investimentos em biocombustíveis foram tema de debate na 26ª Expodireto Cotrijal, destacando novas perspectivas para os agricultores gaúchos, especialmente com o cultivo de canola e carinata, duas culturas de inverno com potencial de crescimento no Estado.

Durante o painel “Biocombustíveis: a nova fronteira de oportunidades e a inserção estratégica do Agro Gaúcho”, especialistas apontaram que essas culturas podem gerar novas fontes de renda aos produtores, além de contribuir para a produção de energia renovável. O gerente de pesquisa da CCGL e da Rede Técnica Cooperativa, Geomar Corassa, ressaltou que a canola apresenta evolução significativa de produtividade e também pode ser utilizada na alimentação animal, ajudando a reduzir custos na produção de leite.

Outro destaque foi a apresentação sobre a Soli3, indústria de biocombustíveis que será instalada em Cruz Alta, formada pelas cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal. A planta, com previsão de operação a partir de 2028, terá capacidade para processar cerca de 1 milhão de toneladas de soja por ano, com possibilidade futura de incluir a canola no processamento.

O painel também abordou o projeto da Biorrefinaria Riograndense, em Rio Grande, que passará por transformação para se tornar a primeira refinaria 100% renovável do Brasil, produzindo combustível sustentável de aviação, diesel renovável e outros bioprodutos. O investimento previsto é de cerca de US$ 1 bilhão, com conclusão da transição prevista para 2027 e início da operação plena em 2028.

Os debates reforçaram que a expansão dos biocombustíveis pode impulsionar novas cadeias produtivas no Rio Grande do Sul, abrindo mercado para culturas de inverno e ampliando as oportunidades para o agronegócio gaúcho.

Fonte: Maiquel Rosauro | Assessoria de Imprensa Expodireto Cotrijal

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