O financiamento da casa própria ficou mais caro no Brasil. Após o Bradesco e o Itaú anunciarem reajustes nas taxas de juros do crédito imobiliário, o Santander também confirmou aumento, com novas condições a partir desta sexta-feira (30).
No Itaú, a taxa mínima passou de 11,99% para 12,95% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Já o Bradesco elevou os juros de 11,69% para 15% ao ano, enquanto o Santander reajustou sua taxa de 11,69% para 12,49%.
Os reajustes representam um novo obstáculo para brasileiros que pretendem financiar um imóvel, já que o aumento dos juros encarece as parcelas e pode reduzir o valor de crédito aprovado pelas instituições financeiras.
Uso do FGTS pode ser afetado
Outro ponto de atenção é que as novas taxas ultrapassam o limite de 12% ao ano estabelecido para o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Financiamentos que não se enquadram nas regras desse sistema podem impedir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição ou amortização do imóvel.
Segundo os bancos, os reajustes estão relacionados ao aumento dos juros futuros e ao encarecimento da captação de recursos utilizados para financiar operações imobiliárias.
Impacto no mercado imobiliário
De janeiro a agosto de 2026, Itaú e Bradesco responderam juntos por 41,4% do crédito imobiliário concedido com recursos da poupança no Brasil, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Especialistas alertam que o encarecimento do financiamento pode reduzir o poder de compra das famílias e dificultar a aquisição da casa própria.
As alterações atingem principalmente as linhas de crédito imobiliário oferecidas pelos bancos privados. Os financiamentos subsidiados do programa Minha Casa, Minha Vida seguem regras próprias.
Diante do cenário, a recomendação aos consumidores é comparar as condições oferecidas pelas instituições financeiras, considerando não apenas a taxa de juros, mas também o custo efetivo total do financiamento.
Fontes: Exame, InfoMoney, Jornal Razão e Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

