A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Passo Fundo, deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Falso Patrão, uma ampla ofensiva voltada ao combate ao crime de lavagem de dinheiro praticado por integrantes de organização criminosa atuante no município.
A ação foi coordenada pelo delegado Venicios Demartini e contou com o apoio de diversas delegacias da região. Ao todo, foram empregados cerca de 100 policiais civis e 35 viaturas no cumprimento simultâneo das medidas judiciais.
A operação teve como foco atingir o núcleo operacional e financeiro do grupo investigado, resultando no cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva, além de 20 mandados de busca e apreensão — sendo 19 em Passo Fundo e um no município de Ernestina.
Durante a ofensiva, também foram determinadas importantes medidas patrimoniais para enfraquecer financeiramente a organização criminosa. Foram bloqueadas 54 contas bancárias por meio do sistema SISBAJUD e apreendidos 22 veículos avaliados em aproximadamente R$ 2.899.000,00.
Segundo a investigação, os valores movimentados pelos investigados teriam origem em atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico, crimes considerados antecedentes à lavagem de dinheiro apurada pela Polícia Civil.
As investigações utilizaram técnicas especiais, análise de movimentações bancárias, fiscais e patrimoniais, além de outras ferramentas de inteligência policial. O trabalho permitiu identificar um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação da origem dos recursos ilícitos, com o objetivo de inserir o dinheiro proveniente da atividade criminosa no sistema financeiro formal e conferir aparência de legalidade ao patrimônio acumulado pelos envolvidos.
De acordo com a DRACO, o conjunto probatório reunido ao longo da investigação possibilitou a representação por diversas medidas cautelares, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário. As ações visam interromper a atuação da organização criminosa, aprofundar as investigações e preservar ativos que possam ser utilizados para eventual reparação dos danos causados pelos crimes investigados.
A Operação Falso Patrão contou com o apoio das Delegacias da 6ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) de Passo Fundo e das regionais de Carazinho, Soledade, Lagoa Vermelha, Erechim, Cruz Alta e Palmeira das Missões.
Conforme a Polícia Civil, as investigações terão continuidade para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento do patrimônio ligado à organização criminosa.


