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Suinocultura enfrenta nova crise com queda nos preços e aumento dos custos de produção

A suinocultura catarinense volta a enfrentar um cenário de preocupação. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) alerta para as dificuldades vividas pelos produtores, que enfrentam queda no preço pago pelo suíno, aumento dos custos de produção e incertezas em relação à cobrança de impostos.

De acordo com a entidade, o custo de produção já supera R$ 6 por quilo, enquanto o preço pago pelo suíno vivo está abaixo de R$ 5 por quilo, situação que compromete a rentabilidade, especialmente dos produtores independentes.

Além das dificuldades de mercado, o setor busca uma solução para evitar a cobrança de ICMS atrasado por parte do Governo de Santa Catarina. Segundo o presidente da ACCS, Losivanio De Lorenzi, mudanças na tributação da comercialização dos suínos têm sido realizadas sem diálogo com o setor, o que aumenta a insegurança dos produtores.

Lorenzi afirma que os suinocultores já adotam uma gestão profissional e eficiente, não havendo mais margem para reduzir custos de produção. Para ele, a principal necessidade é a construção de políticas públicas que atendam às demandas da atividade.

Outro fator que preocupa a entidade é o aumento da oferta de carne suína no mercado. Embora o Brasil esteja registrando recordes nas exportações da proteína no primeiro semestre do ano, o excesso de produção tem pressionado os preços pagos ao produtor.

O presidente da ACCS destaca que o setor vive uma realidade de extremos: enquanto as indústrias comemoram o maior volume de exportações da história para o período de janeiro a junho, os produtores acumulam o sexto mês consecutivo de queda no preço do suíno vivo, cenário que ameaça a sustentabilidade econômica da atividade.

A entidade reforça a necessidade de diálogo entre o setor produtivo e o poder público para buscar alternativas que garantam a continuidade da produção e a competitividade da suinocultura catarinense.

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