Santa Catarina registra 41 vítimas de feminicídio em 2026; região Oeste lidera número de mortes
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Levantamento aponta que 79% dos crimes foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em 24% das ocorrências, crianças e adolescentes presenciaram os assassinatos ou estavam no imóvel.

Santa Catarina chegou à marca de 41 mulheres mortas em casos de feminicídio desde o início de 2026. Os dados são do Radar do Feminicídio, atualizado após o registro de dois novos crimes no domingo (11).

Conforme o levantamento, foram contabilizadas 39 ocorrências entre janeiro e outubro, sendo que dois episódios tiveram duas vítimas cada. O número evidencia a gravidade da violência contra a mulher no estado e reforça a importância de ações de prevenção, proteção e denúncia.

Região Oeste concentra o maior número de vítimas

O Oeste catarinense lidera o número de mortes por feminicídio em Santa Catarina, com 13 vítimas ao longo do ano. Na sequência, aparece a região Sul do estado.

Entre os municípios, Criciúma apresenta o maior número de vítimas, com cinco mortes. Chapecó aparece em seguida, com quatro, enquanto Maravilha registra três vítimas, segundo os dados divulgados pelo levantamento.

Companheiros e ex-companheiros são responsáveis pela maioria dos crimes

Um dos indicadores mais preocupantes do Radar do Feminicídio diz respeito à relação entre as vítimas e os autores dos crimes. Em 79% dos casos, os responsáveis eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres assassinadas.

O dado evidencia como a violência contra a mulher frequentemente ocorre no contexto de relacionamentos afetivos, reforçando a necessidade de reconhecer sinais de abuso, ameaças, controle e agressões antes que a situação evolua para consequências ainda mais graves.

Outro aspecto alarmante é o impacto da violência sobre crianças e adolescentes. Em 24% das ocorrências, eles presenciaram os assassinatos ou estavam no imóvel durante as agressões.

Além das vítimas diretas, a violência doméstica deixa marcas profundas em familiares e, especialmente, nos menores que convivem com essas situações.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

A prevenção e a denúncia são fundamentais para combater a violência doméstica e o feminicídio. Pessoas que sofrem agressões, ameaças ou que tenham conhecimento de situações de violência podem buscar ajuda pelos canais oficiais.

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita e disponível 24 horas por dia, para orientações e denúncias.
  • Polícia Militar – 190: deve ser acionada em situações de emergência ou quando houver risco imediato à vida ou à integridade física.

A violência contra a mulher não deve ser tratada como um assunto privado. Denunciar, acolher as vítimas e buscar ajuda especializada são atitudes importantes para interromper o ciclo de violência e proteger vidas.