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Pessoas com diabetes podem comer beterraba e batata-doce? Saiba quais alimentos exigem mais atenção

Receber o diagnóstico de diabetes costuma levantar muitas dúvidas sobre a alimentação. Entre os questionamentos mais comuns estão: beterraba faz mal? Batata-doce é sempre melhor que a batata inglesa? Frutas doces precisam ser evitadas?

Segundo especialistas, a resposta é mais simples do que parece: não existem alimentos totalmente proibidos para quem tem diabetes. O mais importante é controlar as porções, fazer combinações equilibradas e manter uma alimentação orientada por um profissional de saúde.

A nutricionista Marlice Marques, integrante do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), explica que uma alimentação excessivamente restritiva pode dificultar a adesão ao tratamento e até favorecer episódios de compulsão alimentar. O foco deve estar em escolhas conscientes e no equilíbrio da dieta.

Beterraba pode fazer parte da alimentação

Apesar do sabor naturalmente adocicado, a beterraba não precisa ser excluída da dieta. Consumida preferencialmente crua ou ralada em saladas, ela apresenta baixa carga glicêmica, além de fornecer fibras e compostos benéficos para a saúde cardiovascular.

Batata-doce não é a única opção

A batata-doce costuma ser vista como a melhor escolha por possuir índice glicêmico inferior ao da batata inglesa. No entanto, isso não significa que a batata comum esteja proibida.

O modo de preparo e a composição da refeição fazem diferença. Quando consumidas cozidas ou assadas e acompanhadas de proteínas, fibras e gorduras saudáveis, ambas podem fazer parte da alimentação.

Tapioca merece atenção

Embora seja frequentemente considerada uma alternativa mais saudável ao pão francês, a tapioca possui alto índice glicêmico por ser produzida a partir do amido da mandioca, praticamente sem fibras.

Para reduzir o impacto na glicemia, a recomendação é consumir porções moderadas e sempre acompanhá-la de alimentos ricos em proteínas, como ovos, frango ou queijo, além de sementes.

Alimentos integrais também exigem moderação

Arroz integral e pão integral oferecem mais fibras, vitaminas e minerais do que as versões refinadas, mas continuam sendo fontes importantes de carboidratos.

Por isso, mesmo sendo opções mais nutritivas, também precisam ser consumidos em quantidades adequadas.

Frutas doces continuam liberadas

Banana, manga, uva, melancia, melão e caqui podem fazer parte da alimentação de pessoas com diabetes.

A principal orientação é evitar consumi-las sozinhas, especialmente em jejum. O ideal é combiná-las com alimentos ricos em proteínas ou gorduras boas, como iogurte natural, queijo branco, castanhas e sementes, reduzindo o impacto sobre a glicemia.

Milho, mandioca e arroz branco podem ser consumidos

Esses alimentos não precisam ser eliminados da dieta, mas devem ser ingeridos com moderação.

Também é importante evitar combinar várias fontes de carboidratos na mesma refeição, como arroz com mandioca ou arroz com milho, por exemplo.

Produtos “diet” nem sempre são mais saudáveis

A palavra “diet” significa apenas que determinado ingrediente, normalmente o açúcar, foi retirado da formulação.

Em muitos casos, esses produtos recebem maior quantidade de gordura ou outros ingredientes para manter sabor e textura. Por isso, também devem ser consumidos com atenção e sempre com leitura cuidadosa dos rótulos.

O que deve ser evitado

Os maiores vilões para o controle da diabetes continuam sendo os alimentos ultraprocessados e as bebidas açucaradas, como:

  • Refrigerantes comuns;
  • Sucos industrializados com açúcar;
  • Doces concentrados;
  • Biscoitos recheados;
  • Salgadinhos industrializados.

Esses produtos favorecem o aumento da glicemia e podem contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina.

Dicas para manter a glicemia sob controle

Alguns hábitos fazem toda a diferença no dia a dia:

  • Fazer refeições distribuídas ao longo do dia;
  • Dar preferência aos carboidratos integrais e ricos em fibras;
  • Combinar carboidratos com proteínas e gorduras saudáveis;
  • Beber bastante água;
  • Ler os rótulos dos alimentos e evitar açúcares “escondidos”;
  • Priorizar alimentos naturais e minimizar o consumo de produtos ultraprocessados.

Fique atento aos sinais de glicemia elevada

Quando a glicose permanece acima do ideal, o organismo costuma apresentar alguns sintomas importantes, como:

  • Sede excessiva;
  • Urinar com frequência;
  • Cansaço intenso;
  • Fome constante;
  • Visão embaçada;
  • Glicemia elevada em jejum ou após as refeições;
  • Oscilações frequentes da glicose ao longo do dia.

Caso esses sinais apareçam, especialistas orientam que o paciente não faça mudanças radicais na alimentação por conta própria. O ideal é registrar os alimentos consumidos, monitorar a glicemia e procurar orientação médica ou de um nutricionista para ajustar o tratamento de forma segura.

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