As mulheres que sofrem com as ondas de calor durante a menopausa terão, em breve, uma nova alternativa de tratamento no Brasil. Após receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um medicamento não hormonal chega ao mercado com a proposta de aliviar um dos sintomas que mais afetam a qualidade de vida nessa fase.
A nova medicação atua diretamente no cérebro, ajudando a regular a temperatura corporal e reduzindo os chamados fogachos, caracterizados por episódios repentinos de calor intenso, suor excessivo e desconforto.
Sintoma afeta milhões de brasileiras
De acordo com especialistas, cerca de 70% das mulheres brasileiras na menopausa sofrem com ondas de calor intensas. Além do desconforto físico, os sintomas podem comprometer o sono, aumentar o cansaço durante o dia e reduzir a produtividade nas atividades diárias.
Segundo o ginecologista Dr. Evaldo dos Santos, a chegada do medicamento representa mais uma alternativa de tratamento, principalmente para mulheres que não podem ou não desejam fazer reposição hormonal.
“Essa é mais uma opção disponível. O medicamento atua exclusivamente na fisiologia das ondas de calor, sem ação hormonal e sem efeito antidepressivo. Ele é especialmente indicado para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal ou que optam por não fazer esse tipo de tratamento”, explica.
Como funciona o novo medicamento
O remédio, que será comercializado com o nome Veoza, possui ação central, atuando em mecanismos do cérebro responsáveis pelo controle da temperatura corporal.
Diferentemente de alguns medicamentos utilizados atualmente para amenizar os fogachos, ele não é um antidepressivo e foi desenvolvido especificamente para tratar as ondas de calor associadas à menopausa.
A expectativa da comunidade médica é que a novidade represente um avanço importante no tratamento dos sintomas vasomotores da menopausa, oferecendo uma alternativa eficaz para pacientes que tinham poucas opções terapêuticas.
Uso deve ser acompanhado por um médico
Apesar da aprovação pela Anvisa, o especialista alerta que o medicamento ainda levará algum tempo para estar disponível nas farmácias brasileiras.
Além disso, o uso não deve ser feito por conta própria.
“O fato de a medicação estar sendo divulgada não significa que ela possa ser utilizada sem avaliação médica. É fundamental procurar o ginecologista, realizar os exames necessários e verificar se o tratamento é indicado para cada paciente. O acompanhamento médico garante maior segurança durante o uso”, destaca o Dr. Evaldo dos Santos.
Avanço para a saúde feminina
A chegada dessa nova medicação é considerada um marco para a saúde da mulher no Brasil, especialmente para pacientes que convivem com sintomas moderados ou severos da menopausa e não podem recorrer à terapia hormonal.
Com mais opções de tratamento, cresce a expectativa de melhorar a qualidade de vida de milhares de mulheres que enfrentam diariamente os impactos das ondas de calor, promovendo mais conforto, bem-estar e qualidade do sono.

