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El Niño deve aumentar risco de chuvas intensas no Sul do Brasil; especialista orienta população sobre prevenção

El Niño deve aumentar risco de chuvas intensas no Sul do Brasil; especialista orienta população sobre prevenção by Rede Nossa Rádio

A possível atuação do fenômeno climático El Niño nos próximos meses volta a colocar o clima no centro das atenções no Sul do Brasil. Com histórico de provocar aumento das chuvas, temporais e eventos extremos, o fenômeno preocupa especialmente estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que ainda convivem com os reflexos de episódios climáticos severos registrados nos últimos anos. As informações foram destacadas pela engenheira ambiental Elisa Schuster durante entrevista à Rede Nossa Rádio.

Especialista em Gestão e Sustentabilidade Ambiental e CEO da Schuster Assessoria Ambiental, Elisa explicou que o El Niño é um fenômeno climático natural, provocado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Segundo ela, esse aquecimento altera a circulação da atmosfera em diversas regiões do planeta, modificando o regime de chuvas e as temperaturas. No Sul do Brasil, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das precipitações e à ocorrência de eventos climáticos mais intensos.

Monitoramento continua sendo essencial

Embora os principais centros meteorológicos indiquem que o Oceano Pacífico esteja atualmente em condição de neutralidade climática, Elisa ressalta que isso não elimina a possibilidade de eventos extremos.

A engenheira explica que a atmosfera permanece bastante dinâmica e que temporais, chuvas intensas e mudanças bruscas de temperatura continuam sendo esperados. Por isso, o acompanhamento constante dos alertas meteorológicos segue sendo fundamental para que a população possa agir preventivamente.

Impactos podem atingir cidades, estradas e agricultura

Quando o El Niño estiver plenamente ativo, especialmente durante a primavera e o início do verão, a expectativa é de aumento expressivo no volume de chuvas.

Esse cenário pode favorecer enchentes, deslizamentos de terra, temporais com granizo e ventos fortes, trazendo prejuízos para áreas urbanas, infraestrutura, rodovias e também para o setor agrícola.

Na agricultura, Elisa alerta que o excesso de chuva pode dificultar o plantio e a colheita, aumentar a incidência de doenças nas lavouras, reduzir a qualidade dos grãos e provocar erosão do solo.

Entre as culturas que podem sofrer maiores impactos na região estão soja, milho, trigo e arroz, justamente por coincidirem com o período de maior influência do fenômeno.

Cuidados simples ajudam a reduzir riscos

A especialista reforça que algumas medidas podem minimizar os impactos dos eventos climáticos.

Entre as principais recomendações estão acompanhar os alertas oficiais, evitar áreas alagadas, manter bueiros e calhas limpos, realizar a poda preventiva de árvores com risco de queda e nunca descartar lixo em ruas ou cursos d’água, prática que favorece entupimentos e agrava os alagamentos.

Ela também destaca a importância de famílias que vivem em áreas vulneráveis planejarem ações para situações de emergência.

Papel do poder público e da população

Além das ações individuais, Elisa enfatiza que os municípios precisam investir continuamente em drenagem urbana, manutenção de rios e galerias pluviais, preservação das matas ciliares, fiscalização da ocupação de áreas de risco e sistemas eficientes de alerta à população.

Para ela, a prevenção continua sendo a principal ferramenta para salvar vidas e reduzir prejuízos diante dos eventos climáticos extremos.

Pequenas atitudes fazem diferença

Ao encerrar a entrevista, Elisa Schuster lembrou que fenômenos naturais sempre fizeram parte da história do planeta, mas que a sociedade precisa estar preparada para conviver com eles de forma mais consciente.

Ela destacou que informação, planejamento e responsabilidade ambiental são fundamentais para construir comunidades mais resilientes e sustentáveis. Segundo a engenheira, atitudes simples do dia a dia, como o descarte correto dos resíduos e a preservação das áreas naturais, contribuem diretamente para proteger o meio ambiente, as cidades e as futuras gerações.

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