Preço definido pela Bolsa de Suínos é referência para produtores e reforça a importância do acompanhamento dos custos de produção
A Bolsa de Suínos de Santa Catarina definiu em R$ 4,65 por quilo a cotação do suíno vivo para o período de 6 a 13 de agosto. O valor é uma das principais referências utilizadas pelo setor e tem impacto direto sobre as decisões dos produtores.
A cotação ganha ainda mais importância no Oeste catarinense, principal região produtora de suínos do Estado e onde a atividade possui forte presença nas propriedades rurais.
Preço do suíno não é o único fator
Apesar de ser um indicador importante, o valor recebido pelo animal precisa ser analisado junto com os custos de produção. Entre os principais estão a alimentação, especialmente o milho e o farelo de soja, além de despesas com energia elétrica, mão de obra, medicamentos, sanidade, transporte e manutenção das instalações.
Dessa forma, uma cotação aparentemente favorável nem sempre significa maior rentabilidade para o produtor. O resultado depende da relação entre o preço de venda e o custo necessário para produzir cada animal.
Eficiência define a rentabilidade
Santa Catarina possui uma das cadeias de suinocultura mais estruturadas do país e tem participação importante nas exportações brasileiras de carne suína. Nesse cenário, manter a eficiência dentro da propriedade é fundamental para garantir a competitividade do setor.
O produtor precisa acompanhar não apenas a cotação do suíno, mas também indicadores como custo por quilo produzido, conversão alimentar, desempenho dos animais e preço dos principais insumos.
Por isso, mais do que olhar somente para o preço de venda, o desafio da suinocultura é acompanhar a margem de produção.
Em um setor marcado por oscilações nos preços dos animais e dos insumos, gestão, planejamento e controle de custos podem fazer a diferença entre uma atividade rentável e uma produção com margens cada vez mais apertadas.

