Capacidade de se orientar está relacionada ao funcionamento do cérebro, mas pode ser desenvolvida com experiência e atenção ao ambiente
Você é daquelas pessoas que conseguem chegar a um lugar novo sem precisar consultar o celular o tempo todo? Ou costuma se perder até mesmo em lugares que já conhece?
A diferença pode estar relacionada à forma como cada cérebro processa e armazena informações sobre os espaços. Uma animação do TED-Ed explica alguns dos mecanismos envolvidos no chamado senso de direção.
O papel do hipocampo
A capacidade de se orientar está ligada especialmente ao hipocampo, uma região do cérebro que participa da memória e também da representação dos espaços.
Algumas pessoas conseguem desenvolver estratégias mais eficientes para memorizar pontos de referência, avaliar distâncias e compreender a relação entre diferentes locais. Com isso, constroem uma espécie de “mapa mental” dos ambientes por onde passam.
É como se o cérebro reunisse informações sobre ruas, prédios, praças, cruzamentos e outros elementos para ajudar na localização.
Senso de direção também pode ser desenvolvido
Ter dificuldade para se orientar não significa estar condenado a se perder. O cérebro possui capacidade de adaptação, e a experiência pode ajudar a aprimorar essas habilidades.
Uma maneira de exercitar essa capacidade é prestar mais atenção ao ambiente durante os deslocamentos. Em vez de depender exclusivamente do GPS, observar pontos de referência e tentar memorizar o caminho pode estimular a criação desses mapas mentais.
Isso não significa abandonar o celular ou os aplicativos de navegação, que são ferramentas importantes e úteis. A ideia é, sempre que possível, também tentar compreender o trajeto e o espaço ao redor.
Uma habilidade que combina memória e percepção
O senso de direção não depende apenas de “ter uma boa memória”. Ele envolve uma combinação de memória, percepção espacial, atenção e experiência.
Por isso, duas pessoas que percorrem o mesmo caminho podem ter experiências completamente diferentes: enquanto uma memoriza rapidamente as referências, outra pode precisar consultar o mapa várias vezes.
No fim, a pergunta é simples: quando você chega a um lugar novo, confia no seu senso de direção ou já pega o celular para abrir o mapa?

