Novo medicamento contra câncer de pâncreas avançado é aprovado nos EUA
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A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou, nesta quarta-feira (26), um novo medicamento para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pâncreas metastático. A decisão representa um importante avanço no tratamento de uma das formas mais agressivas da doença.

O medicamento, chamado Rasonque (daraxonrasib), é administrado em forma de comprimido, uma vez ao dia. Ele atua sobre proteínas da família RAS, que desempenham papel importante no crescimento e na sobrevivência das células tumorais. Alterações nessa via estão presentes em cerca de 90% dos cânceres de pâncreas.

Resultados considerados importantes

A aprovação foi baseada principalmente em um estudo clínico com 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático que já haviam recebido tratamento. Os resultados mostraram que os pacientes tratados com daraxonrasib tiveram uma sobrevida mediana de 13,2 meses, contra 6,7 meses entre aqueles que receberam quimioterapia convencional.

O medicamento também apresentou resultados relacionados ao controle da doença, o que fez com que especialistas considerassem a aprovação um marco importante para pacientes que possuem poucas alternativas terapêuticas.

Não é uma cura

Apesar dos resultados positivos, o novo medicamento não representa uma cura para o câncer de pâncreas. A aprovação é destinada a adultos com câncer de pâncreas metastático que já tenham recebido pelo menos uma terapia sistêmica ou que não sejam candidatos a determinados tratamentos combinados.

O câncer de pâncreas é conhecido por ser difícil de diagnosticar precocemente e, em muitos casos, já está avançado quando é identificado. Por isso, novas opções de tratamento são consideradas especialmente importantes.

A aprovação do Rasonque também chama atenção por representar a chegada de uma nova estratégia para atacar as proteínas RAS, que durante décadas foram consideradas um dos principais alvos difíceis de serem tratados com medicamentos.

Para os pacientes com doença avançada, a novidade amplia as possibilidades de tratamento e traz uma nova perspectiva no combate ao câncer de pâncreas.