A confirmação de um caso de raiva em um bovino no município de Itapiranga reacendeu o alerta para a circulação da doença em Santa Catarina e reforçou a necessidade de intensificar as medidas de prevenção nas propriedades rurais. Além do caso confirmado, uma nova suspeita está sendo investigada na mesma região.
Diante da situação, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) ampliou as orientações aos produtores rurais sobre a importância da vacinação dos rebanhos, da identificação precoce dos sintomas e da comunicação imediata de casos suspeitos.
Segundo a Cidasc, a região Oeste exige atenção permanente, devido à forte presença da atividade pecuária e ao risco de disseminação do vírus por morcegos hematófagos, principais transmissores da doença. Quando um foco é confirmado, a recomendação é que os produtores da propriedade afetada e das áreas vizinhas vacinem imediatamente seus animais, já que os morcegos podem percorrer diferentes propriedades em poucos dias.
Além dos prejuízos econômicos causados à pecuária, a raiva representa um grave risco à saúde pública. Por ser uma zoonose, a doença pode ser transmitida aos seres humanos e a outros mamíferos. Após o aparecimento dos sintomas clínicos, a enfermidade é considerada praticamente sempre fatal.
O médico-veterinário Fábio Ferreira, responsável pelo Programa de Controle da Raiva e Encefalopatias Transmissíveis da Cidasc, destaca que o vírus continua circulando em Santa Catarina e que o controle depende da atuação conjunta entre o serviço veterinário oficial e os produtores rurais.
O profissional reforça que qualquer animal que apresente sinais neurológicos, como alterações de comportamento, dificuldade para caminhar, paralisia, salivação excessiva ou agressividade, deve ser comunicado imediatamente à Cidasc, mesmo que ainda existam dúvidas sobre o diagnóstico.
Em casos de suspeita, a orientação é não manipular o animal e informar imediatamente a unidade local da Cidasc para que sejam adotadas as medidas sanitárias necessárias.
A colaboração dos produtores é considerada fundamental para evitar novos casos e proteger tanto a saúde dos rebanhos quanto da população.

