Produtores rurais do RS não poderão mais usar nota fiscal em papel a partir de maio
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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul deverão se adaptar a uma mudança importante na emissão de documentos fiscais. A partir de 1º de maio, a nota fiscal em papel, conhecida como talão do produtor, não poderá mais ser utilizada. A partir dessa data, será obrigatória a emissão da nota fiscal eletrônica.

A Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) informou que a obrigatoriedade já estava em vigor desde janeiro. No entanto, foi permitido o uso dos talões impressos até o dia 30 de abril, prazo final para a utilização dos documentos em papel que ainda restavam.

Caso a nota eletrônica não seja emitida após essa data, as transações realizadas ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

Processo começou em 2021

A substituição da nota em papel pela versão eletrônica faz parte de um processo iniciado em 2021, que ocorreu de forma gradual. A mudança começou com produtores de maior faturamento e foi sendo ampliada até atingir todos os produtores rurais.

A medida segue normas nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e também está sendo adotada em outros estados do país.

Como emitir a nota eletrônica

A principal ferramenta indicada pela Secretaria da Fazenda é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que pode ser baixado gratuitamente no celular.

O aplicativo permite:

Cadastro de produtos e clientes

Emissão de notas fiscais

Uso mesmo sem internet (modo off-line)

Geração de relatórios e controle das operações

Além do NFF, também é possível emitir notas por meio da Nota Fiscal Avulsa eletrônica (NFA-e) ou utilizar sistemas oferecidos por cooperativas, associações ou softwares próprios.

Crescimento no uso do aplicativo

Nos últimos meses, houve aumento significativo no número de produtores cadastrados no aplicativo. Atualmente, mais de 214 mil produtores rurais utilizam o sistema, número superior ao registrado no final de 2025.

A digitalização das notas fiscais busca trazer mais segurança, reduzir erros no preenchimento e diminuir a burocracia, além de preparar o setor para futuras mudanças previstas na legislação tributária.

Texto: Bibiana Dihl/Ascom Sefaz

Edição: Secom