HORIZONTINA REGISTRA CASO DE DENGUE

A Secretaria Municipal de Saúde de Horizontina orienta a comunidade que dê a mesma atenção que está sendo focada a evitar o corona vírus a outra doença que não é nova mas que está presente novamente na comunidade e pode matar.

Trata-se da dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, onde a fêmea, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.

Conforme o Agente de Endemias da Prefeitura Municipal Valdir Rogério Fernandes – Pico, um caso que ainda está sendo investigado se foi importado ou autóctone foi registrado em paciente que apresentou os sintomas e teve material coletado para exame de contraprova.Outros dois casos suspeitos estão aguardando resultado do exame.

Qualquer informação ou denuncia referentes a pontos de possível contaminação devem ser informados a central da Dengue que atende chamados pelo 9-9614-6949.

Mesmo assim as medidas protocolares foram tomadas com pulverização das quadras ao redor da residência do paciente nas imediações do seu local de trabalho. A aplicação do produto que busca matar os mosquitos será repetida nesta segunda dia 30 e na próxima quinta-feira dia 2 de abril.

Alerta-se a comunidade para que tenha atenção com todos os possíveis criadouros do mosquito, especialmente onde ultimamente tem sido mais frequente a localização de larvas: calhas de telhados, piscinas infantis, ralos de banheiros em desuso e recipientes para armazenar água da chuva.

SAIBA MAIS.
Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

Estudos demonstram que, uma vez infectada – e isso pode ocorrer numa única inseminação –, a fêmea transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nascerem portadoras do vírus.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto a fêmea quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.