A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulgou nesta segunda-feira (3) como será a vacinação contra Covid-19 para as pessoas com comorbidades. O estado recebeu nesta segunda 232.750 doses da vacina AstraZeneca, que será usada também neste grupo.

 

Porém, não foi divulgada data de quando começará a imunização das pessoas com comorbidades. O início deve ocorrer quando os municípios terminarem a vacinação dos idosos de 60 anos ou mais. Em algumas cidades, isso pode ocorrer ainda nesta semana.

 

 

Caixas de doses da vacina AstraZeneca em esteira no aeroporto de Florianópolis nesta segunda-feira (3) — Foto: Núcleo de Comunicação DIVE/SC/Divulgação

Caixas de doses da vacina AstraZeneca em esteira no aeroporto de Florianópolis nesta segunda-feira (3) — Foto: Núcleo de Comunicação DIVE/SC/Divulgação

 

vacinação desse grupo será feita em duas fases. Na primeira, serão contempladas os seguintes pacientes, nesta ordem:

 

  1. Pessoas com Síndrome de Down, independente da idade (18 a 59 anos);
  2. Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise), independente da idade (18 a 59 anos);
  3. Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea, independente da idade (18 a 59 anos);
  4. Gestantes e puérperas com comorbidades, independente da idade (maiores de 18 anos);
  5. Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC), independente da idade (18 a 59 anos);
  6. Pessoas com Comorbidades e Deficiência Permanente de 55 a 59 anos.

 

Na fase 2, serão vacinados os grupos de pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas (que deram à luz recentemente) independentemente de condições pré-existentes, de forma escalonada, da maior para a menor idade:

 

  1. 54 a 50 anos;
  2. 49 a 45 anos;
  3. 44 a 40 anos;
  4. 39 a 35 anos;
  5. 34 a 30 anos;
  6. 29 a 18 anos.

 

lista de comorbidades é a seguinte:

 

  • Diabetes mellitus;
  • Pneumopatias crônicas graves;
  • Hipertensão arterial resistente (HAR);
  • Hipertensão arterial estágio 3;
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade;
  • Insuficiência cardíaca (IC);
  • Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar;
  • Cardiopatia hipertensiva;
  • Síndrome coronarianas;
  • Valvopatias;
  • Miocardites e Pericardiopatias;
  • Doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
  • Arritmias cardíacas;
  • Cardiopatias congênita no adulto;
  • Prótese valvares e dispositivos cardíacos implantados;
  • Doença cerebrovascular;
  • Doença renal crônica;
  • Imunossuprimidos;
  • Hemoglobinopatias graves;
  • Obesidade mórbida;
  • Cirrose hepática.

 

Uma descrição mais precisa das comorbidades da lista pode ser encontrada no site da Dive.

 

Para comprovar a comorbidade, o paciente pode apresentar documentos como exames, receitas, relatórios e prescrições médicas. Os cadastros já existentes dentro das Unidades de Saúde também podem ser utilizados, explicou a gerente de imunização da Dive, Arieli Fialho.

 

Fonte: g1.globo.com/sc