O conjunto de indicadores econômicos de Santa Catarina no segundo trimestre do ano aponta uma aceleração do crescimento da atividade e, consequentemente, do Produto Interno Bruto (PIB). Considerando os últimos 12 meses até junho, a economia catarinense cresceu 3,9%, o que é um ritmo maior do que o período também anualizado até o primeiro trimestre, quando a prévia indicou crescimento de 2,9% e também superior ao do ano passado, que alcançou 3,6%.

 

A análise consta no Boletim Indicadores Econômico-Fiscais elaborado pelo economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SDE). O resultado mostra o desempenho catarinense bem acima da média do Brasil, que o mesmo período teve prévia de PIB com alta de 0,96%. 

 

Conforme Zoldan, a maioria dos setores econômicos está crescendo no Estado, com exceção da agropecuária, do subsetor de produtos alimentícios e dos serviços prestados às empresas e famílias. Desses, somente os serviços às famílias teve piora no segundo trimestre. A produção industrial, nos 12 meses considerados, cresceu 4,5%, a terceira maior taxa do país. Apenas o setor de alimentos fechou o período com queda, de -0.7%. 

 

No período anualizado, volume de vendas do comércio cresceu 6,8% e o volume de serviços avançou 3,2%. As exportações cresceram 6,8% até agosto, as importações 9,4% e o consumo de energia elétrica avançou 4% até junho. Outro dado importante, a receita tributária estadual, cresceu 16,5% até julho e a receita de ICMS avançou 16,7% no mesmo período. A série de dados positivos puxou o emprego formal. 

 

- Na perspectiva de 12 meses, SC cresceu 3,1% até julho (no emprego), enquanto o Brasil, 1,4%, quando comparado com o mesmo período anterior. Nos últimos 12 meses foram 61,6 mil novos postos formais criados no Estado – analisou o economista. 

 

O desempenho negativo da agropecuária chamou atenção. As análises da prévia do PIB indicam queda de 4% na produção agrícola e de 1,2% da pecuária no primeiro semestre no Estado, apesar do aumento das exportações. Contudo, o índice de preços do setor subiu 6%.

 

FONTE: Nsctotal.com.br