O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (8), com incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e China no exterior e com os investidores avaliando os impactos políticos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a possibilidade de prisão depois de condenação em segunda instância.

 

A moeda norte-americana subiu 1,82%, a R$ 4,166. Veja mais cotações. Na semana, o avanço foi de 4,31% - a maior alta semanal em mais de um ano. No mês e no ano, há alta acumulada de 3,9% e 7,53%, respectivamente.

 

No dia anterior, o dólar fechou a R$ 4,0914, em meio a frustração dos investidores com os resultados dos leilões do pré-sal.

 

Variação do dólar em 2019

 

Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento

 

Em R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/1211/123/15/215/227/213/325/34/416/429/410/522/53/613/626/68/719/731/712/822/83/913/925/97/1017/1029/108/113,63,844,24,4

13/3


? Dólar comercial: 3,8126

 

Fonte: ValorPro

 

Cenário político e leilões

 

Na quinta-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a possibilidade de iniciar a execução de pena de prisão após condenação em segunda instância. A decisão está sendo vista por analistas como uma derrota da operação Lava Jato. Nesta tarde, o juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou o pedido da defesa do ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva e o autorizou a deixar a prisão.

 

"Os ruídos políticos trazem uma certa cautela em semana marcada pelo leilão decepcionante do pré-sal", disse à Reuters Pablo Spyer, diretor da Mirae Assets.

 

 

"Diminuiu o ímpeto otimista da queda do dólar", afirmou.

 

A frustração com o resultado dos leilões do pré-sal, marcados pela ausência de participação de empresas privadas estrangeiras, pegou no contrapé boa parte do mercado que estava vendida na moeda americana, o que significa que a correção pode se estender pelos próximos pregões.

 

A corretora H. Commcor destacou em nota que "as reações no mercado tendem a ser negativas, tanto pela sensação de insegurança jurídica quanto pelo chamado 'risco Lula'". "Nesse último aspecto, deve-se expor primeiramente a potencial instabilidade política adicional que a esquerda (fortalecida) promete, tanto em atritos com a atual gestão (politicamente fraca) quanto em termos da disputa presidencial para 2022", afirmou.

 

Governo faz novo leilão do pré-sal, mas resultado decepciona

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Guerra comercial

 

No exterior, a cautela prevalecia após uma notícia da Reuters sugerindo que autoridades da Casa Branca se opõem à revogação de tarifas sobre Pequim levantar incertezas sobre a primeira fase de um acordo comercial.

 

Na quinta-feira, autoridades dos EUA e da China disseram que os dois países irão reverter as tarifas sobre os produtos um do outro na "fase um" de um acordo comercial se ele for finalizado.

 

FONTE: g1.globo.com