O verão está chegando, e com ele a temporada de filas e congestionamentos extras na BR-101. Extras, porque o para-anda já é rotina para quem usa a rodovia o ano inteiro - especialmente no trecho Norte, pedagiado, que está entre os mais movimentados do país.

 

O feriadão de 15 de Novembro, com movimento acima do esperado, foi uma amostra do que está por vir. A Arteris Litoral Sul contava com um aumento de 30% no fluxo de veículos, em relação ao mesmo período em 2018. Foi surpreendida por um índice de crescimento de 65%.

 

A expectativa é que, no período de alta temporada, o vaivém chegue a 1,6 milhão de viagens por dia. São mais de mil veículos por minuto, pouco mais de 18 por segundo – 60% acima do fluxo normal.

 

A mancha de óleo no Nordeste do país é um dos fatores que pode aumentar o interesse dos turistas por SC.

 

Gargalos

 

Os trechos da Grande Florianópolis, e entre Itapema e Itajaí, passando por Balneário Camboriú, são considerados os maiores gargalos – e os que mais sentem o impacto do aumento na movimentação de veículos durante o verão. José Júnior, gerente de operações da concessionária, recomenda que os motoristas procurem informações sobre a movimentação da rodovia antes de iniciarem a viagem. A concessionária informa em tempo real por telefone 0800 e pelo Twitter. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também faz alertas nas redes. Para escapar das filas, o melhor é evitar os horários de pico, como o fim da tarde.

 

Obras na pista

 

Desde a última temporada, não houve obras que alterem a circulação de longa distância na BR-101, ou seja, nas pistas de viagem. A concessionária que administra a rodovia tem um contrato engessado, que é revisado a cada cinco anos. Propôs ao governo federal um pacote de investimentos de R$ 2,3 bilhões, que inclui 72 quilômetros de faixa adicional, novos túneis e pontes no trecho entre Joinville e a Grande Florianópolis.

 

O projeto leva em conta um estudo, com dados alarmantes: em dois anos, a BR vai parar. E em menos de nove, vai entrar em colapso. O pacote ainda aguarda resposta em Brasília.

 

FONTE: nsctotal.com.br