{"id":6372,"date":"2023-04-24T15:41:24","date_gmt":"2023-04-24T18:41:24","guid":{"rendered":"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/?p=6372"},"modified":"2023-04-24T15:41:24","modified_gmt":"2023-04-24T18:41:24","slug":"recuperacao-na-producao-do-milho-em-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/recuperacao-na-producao-do-milho-em-santa-catarina\/","title":{"rendered":"Recupera\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o do milho em Santa Catarina"},"content":{"rendered":"\n<p>A safra 2022\/23 de milho em Santa Catarina deve ser satisfat\u00f3ria, ap\u00f3s dois anos de frustra\u00e7\u00e3o. A soja mant\u00e9m a expectativa de \u00f3tima colheita no Estado e os produtores catarinenses de trigo est\u00e3o estimulados para o pr\u00f3ximo ciclo agr\u00edcola. A produ\u00e7\u00e3o catarinense de banana se recuperou, retomando patamares de 2019, enquanto os pre\u00e7os seguem em eleva\u00e7\u00e3o. Exporta\u00e7\u00f5es em alta no arroz, frangos e su\u00ednos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estas e outras an\u00e1lises est\u00e3o presentes no Boletim Agropecu\u00e1rio de abril, documento mensal em que os t\u00e9cnicos da Epagri\/Cepa apresentam uma an\u00e1lise econ\u00f4mica da agropecu\u00e1ria catarinense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Banana<\/h2>\n\n\n\n<p>A&nbsp;banana&nbsp;catarinense est\u00e1 com pre\u00e7os e oferta em alta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros tr\u00eas meses do ano, o valor negociado da banana de Santa Catarina nas centrais de abastecimento nacionais foi de R$41,2 milh\u00f5es, aumento de 50% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. O volume foi de 16,7 mil toneladas, o que representa 10% do total comercializado. O crescimento \u00e9 reflexo da eleva\u00e7\u00e3o da demanda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A oferta de banana catarinense est\u00e1 acima de 5 mil toneladas por m\u00eas, voltando aos patamares de 2019. No final de fevereiro, fortes ventos e chuvas atingiram os munic\u00edpios de Luiz Alves, Massaranduba e S\u00e3o Jo\u00e3o do Itaperi\u00fa, danificando bananais na regi\u00e3o. No entanto, o aumento da produ\u00e7\u00e3o ao longo de mar\u00e7o manteve a oferta da fruta no mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arroz<\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento das exporta\u00e7\u00f5es e a expectativa de problemas na safra ga\u00facha elevaram o pre\u00e7o do arroz. De janeiro a mar\u00e7o, as exporta\u00e7\u00f5es somaram US$8,06 milh\u00f5es, aproximadamente o dobro do total exportado em todo o ano de 2022. O principal destino foi a Venezuela. Com a queda do d\u00f3lar observada nos \u00faltimos dias, \u00e9 poss\u00edvel que o gr\u00e3o brasileiro perca competitividade e, com isso, haja redu\u00e7\u00e3o no ritmo de embarque.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, 90,5% da \u00e1rea semeada no Estado foi colhida, no Litoral Norte est\u00e1 praticamente finalizada. A estimativa inicial da Epagri\/Cepa aponta para uma produ\u00e7\u00e3o de 1.235.230 toneladas na safra 2022\/23, pequena queda de -1,34% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, quando a produtividade esteve acima da m\u00e9dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Feij\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o final do m\u00eas de mar\u00e7o, 93% das \u00e1reas plantadas com feij\u00e3o primeira safra em Santa Catarina haviam sido colhidas. Esta safra foi marcada por atraso nos plantios, em fun\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas, o que resultou num encurtamento da janela de plantio. Em virtude disso, muitos produtores reduziram suas \u00e1reas. Outros substitu\u00edram o feij\u00e3o por outra cultura de ver\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao feij\u00e3o segunda safra, aproximadamente 67% da \u00e1rea plantada no Estado se encontra em fase de flora\u00e7\u00e3o, com 98% das lavouras em boas condi\u00e7\u00f5es e apenas 2% ruins.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, a saca do feij\u00e3o-carioca estava 10,86% acima do que foi pago no mesmo m\u00eas do ano passado, em termos nominais. Para o feij\u00e3o-preto, a redu\u00e7\u00e3o anual foi de 13,38%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Milho<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s dois anos de frustra\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o da estiagem, a safra catarinense de milho 2022\/23 pode ser considerada satisfat\u00f3ria, com perdas localizadas nas \u00e1reas adjacentes ao Rio Uruguai no extremo Oeste. J\u00e1 foram colhidos&nbsp; 76% do total cultivado, com estimativa de produ\u00e7\u00e3o de 2,69 milh\u00f5es de toneladas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pre\u00e7os est\u00e3o nos menores valores desde outubro de 2020, com recuo de 5,7% entre fevereiro e mar\u00e7o e de 18,1% entre mar\u00e7o de 2022 e deste ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Soja<\/h2>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros est\u00e3o apontando para uma \u00f3tima safra de soja no Estado, possivelmente a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica levantada pela Epagri\/Cepa, com estimativa de colheita de 2,74 milh\u00f5es de toneladas na primeira safra 2022\/23.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da colheita da safra recorde no pa\u00eds empurra os pre\u00e7os para baixo. Em mar\u00e7o, o pre\u00e7o m\u00e9dio pago ao produtor chegou a R$157,52 a saca, menor valor em mais de dois anos. Entre fevereiro e mar\u00e7o a retra\u00e7\u00e3o foi de 7,93% e entre mar\u00e7o de 2022 e o mesmo m\u00eas deste ano chegou a 21,8%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trigo<\/h2>\n\n\n\n<p>Os produtores de trigo de Santa Catarina se mostram motivados com os bons resultados alcan\u00e7ados na safra 2022\/23, conclu\u00edda em janeiro. Neste cen\u00e1rio, a Epagri\/Cepa espera um incremento na \u00e1rea plantada no estado para a safra 2023\/24, expectativa refor\u00e7ada pelo crescimento de 10% ao ano na produ\u00e7\u00e3o, registrado nos \u00faltimos 10 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o pre\u00e7o m\u00e9dio mensal pago ao produtor de trigo recuou 1,42%, fechando em R$84,53 a saca de 60 kg. Na compara\u00e7\u00e3o anual, em termos nominais, os pre\u00e7os recebidos neste m\u00eas est\u00e3o 13,47% abaixo dos registrados no mesmo m\u00eas de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alho<\/h2>\n\n\n\n<p>A safra catarinense de alho est\u00e1 em processo de comercializa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m lenta e com pre\u00e7os abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o, em geral. Situa\u00e7\u00e3o semelhante est\u00e1 ocorrendo em outros pa\u00edses, entre eles Espanha, China e It\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o foram importadas 12,07 mil toneladas de alho, redu\u00e7\u00e3o de 7,79% na quantidade em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. Na compara\u00e7\u00e3o entres os primeiros trimestres de 2022 e 2023, h\u00e1 um aumento de 4,02% na quantidade importada. Os principais fornecedores da hortali\u00e7a ao Brasil foram Argentina (88,62% do total) e China (1,19%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cebola<\/h2>\n\n\n\n<p>Santa Catarina j\u00e1 comercializou mais de 85% da sua produ\u00e7\u00e3o de cebola. Com o final da colheita, a Epagri\/Cepa consolidou os n\u00fameros da safra 2022\/23, fechando numa safra de 551.225 toneladas, o que mant\u00e9m o Estado como o maior produtor nacional da hortali\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro trimestre de 2023, a importa\u00e7\u00e3o foi de 17.007 mil toneladas, volume 48,57% menor que no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o os cebolicultores catarinenses receberam entre R$1,80\/kg e R$2,00\/kg, na pra\u00e7a de Rio do Sul, o que indica cota\u00e7\u00f5es em baixa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Revista Cultivar <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A safra 2022\/23 de milho em Santa Catarina deve ser satisfat\u00f3ria, ap\u00f3s dois anos de frustra\u00e7\u00e3o. A soja mant\u00e9m a expectativa de \u00f3tima colheita no Estado e os produtores catarinenses de trigo est\u00e3o estimulados para o pr\u00f3ximo ciclo agr\u00edcola. 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