{"id":5674,"date":"2023-03-02T08:19:36","date_gmt":"2023-03-02T11:19:36","guid":{"rendered":"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/?p=5674"},"modified":"2023-03-02T08:19:36","modified_gmt":"2023-03-02T11:19:36","slug":"produtividade-do-arroz-catarinense-cresce-23-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/produtividade-do-arroz-catarinense-cresce-23-em-10-anos\/","title":{"rendered":"Produtividade do arroz catarinense cresce 23% em 10 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Enquanto a \u00e1rea plantada com arroz variou pouco nos \u00faltimos 10 anos, cerca de 5% entre o ano com maior \u00e1rea e o ano com menor, a produtividade do arroz irrigado catarinense, por hectare, cresceu mais de 23%. Praticamente com a mesma \u00e1rea plantada, a produ\u00e7\u00e3o total aumentou em mais de 232 mil toneladas da safra 2012\/2013 para a safra 2021\/2022. Os dados s\u00e3o do\u00a0<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.observatorioagro.sc.gov.br\/\" target=\"_blank\">Observat\u00f3rio Agro Catarinense<\/a><\/strong>. No painel interativo dispon\u00edvel no site \u00e9 poss\u00edvel consultar os n\u00fameros da \u00e1rea plantada, produ\u00e7\u00e3o e produtividade por munic\u00edpio e regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/rice-g0f24d9e10_1920-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5675\" srcset=\"https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920-300x200.jpg 300w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920-768x512.jpg 768w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920-900x600.jpg 900w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102553\/rice-g0f24d9e10_1920.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/sarangib-37542\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=194768\">Bishnu Sarangi<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=194768\">Pixabay<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O levantamento \u00e9 realizado pelo Centro de Pesquisa em Socioeconomia e Planejamento Agr\u00edcola da Epagri (<strong><a href=\"https:\/\/cepa.epagri.sc.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Epagri\/Cepa<\/a><\/strong>). Conforme a analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri\/Cepa, Glaucia Padr\u00e3o, o aumento na produtividade \u00e9 resultado do investimento em tecnologia, ado\u00e7\u00e3o de aduba\u00e7\u00e3o em per\u00edodo e quantidade corretos e a ado\u00e7\u00e3o de sementes de alto potencial produtivo. Da \u00e1rea plantada, mais de 70% utilizam cultivares desenvolvidos pela Epagri. \u201cNa safra 2021\/22 por exemplo, as tr\u00eas principais cultivares utilizadas no estado foram desenvolvidas pela empresa, isso corresponde a 68% da \u00e1rea plantada total\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Safra 2022\/2023<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, a colheita do arroz da safra 2022\/23 est\u00e1 em andamento. At\u00e9 o&nbsp; momento,&nbsp; 14,52%&nbsp; da&nbsp; \u00e1rea&nbsp; semeada&nbsp; no&nbsp; Estado&nbsp; foi&nbsp; colhida, conforme dados do&nbsp;<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.observatorioagro.sc.gov.br\/publicacoes\/\" target=\"_blank\">Boletim Agropecu\u00e1rio<\/a><\/strong>&nbsp;do m\u00eas de fevereiro de 2023, divulgado pela Epagri\/Cepa. Na regi\u00e3o Norte de Santa Catarina, onde tradicionalmente o plantio ocorre mais cedo, a colheita est\u00e1 mais avan\u00e7ada e j\u00e1 ultrapassou 30% da \u00e1rea plantada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Glaucia, o prolongado per\u00edodo de frio no segundo semestre de 2022 atrasou o ciclo da cultura. \u201cDa \u00e1rea a campo, nesta \u00e9poca do ano, mais de 40% das lavouras deveriam estar em matura\u00e7\u00e3o, de acordo com a m\u00e9dia das \u00faltimas safras, no&nbsp; entanto, apenas 26% das lavouras est\u00e3o nesse est\u00e1gio\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estimativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A perspectiva \u00e9 de uma leve redu\u00e7\u00e3o na produtividade da safra 2022\/23 em compara\u00e7\u00e3o com a safra anterior, quando foi registrada uma produtividade acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Mesmo assim, a perspectiva \u00e9 de uma boa safra. A estimativa atual \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de mais de 1,25 milh\u00e3o de toneladas, em 147,5 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp; mercado&nbsp; do&nbsp; arroz&nbsp; fechou&nbsp; o&nbsp; ano&nbsp; de&nbsp; 2022&nbsp; com&nbsp; pre\u00e7os&nbsp; em&nbsp; ascens\u00e3o&nbsp; e&nbsp; continuou&nbsp; essa&nbsp; trajet\u00f3ria&nbsp; nos primeiros&nbsp; meses&nbsp; de&nbsp; 2023,&nbsp; tanto&nbsp; em&nbsp; Santa&nbsp; Catarina,&nbsp; quanto&nbsp; no&nbsp; Rio&nbsp; Grande&nbsp; do&nbsp; Sul.&nbsp; Em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de dezembro, o pre\u00e7o m\u00e9dio de janeiro, em Santa Catarina, foi 1,41% maior, fechando em R$ 82,25 a saca de&nbsp; 50kg.&nbsp; Na&nbsp; primeira&nbsp; quinzena&nbsp; de&nbsp; fevereiro,&nbsp; houve&nbsp; um&nbsp; incremento&nbsp; nos&nbsp; pre\u00e7os,&nbsp; com&nbsp; m\u00e9dia&nbsp; de R$ 83,11 a saca de 50kg, o que equivale a 1,05% de aumento em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas&nbsp; anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Glaucia, essa eleva\u00e7\u00e3o ocorre em per\u00edodos de entressafra, portanto, de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Al\u00e9m disso, o aumento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de arroz, especialmente a partir do Rio Grande do Sul, tem sido um fator importante de alta dos pre\u00e7os nos \u00faltimos meses. Com o avan\u00e7o da colheita, a velocidade dessa eleva\u00e7\u00e3o tende a reduzir, mas a expectativa\u00a0\u00e9 que o mercado se mantenha aquecido em raz\u00e3o\u00a0da\u00a0 menor\u00a0oferta\u00a0prevista\u00a0para\u00a0esta\u00a0safra. Isso decorre, principalmente, da redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea plantada e da estiagem no Rio Grande do Sul,\u00a0 al\u00e9m da expectativa de redu\u00e7\u00e3o da produtividade nos dois estados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/nossaradio.net.br\/104\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/agriculture-g385bc1a40_1920-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5676\" srcset=\"https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102556\/agriculture-g385bc1a40_1920-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102556\/agriculture-g385bc1a40_1920-300x225.jpg 300w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102556\/agriculture-g385bc1a40_1920-768x576.jpg 768w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102556\/agriculture-g385bc1a40_1920-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/redenossa.s3.us-west-2.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2023\/03\/16102556\/agriculture-g385bc1a40_1920.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/41330-41330\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1552390\">41330<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1552390\">Pixabay<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Balan\u00e7o de 2022<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de dois anos com bom resultado (2020 e 2021), o valor recebido pelos produtores em 2022, em m\u00e9dia, n\u00e3o cobriu os custos de produ\u00e7\u00e3o, que foram puxados para cima devido ao aumento dos pre\u00e7os de fertilizantes e agrot\u00f3xicos. Um dos fatores que colaborou para essa eleva\u00e7\u00e3o foi a alta do d\u00f3lar, j\u00e1 que a maioria dos agroqu\u00edmicos utilizados no cultivo de arroz s\u00e3o importados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp; 2022, o&nbsp; valor&nbsp; das&nbsp; exporta\u00e7\u00f5es&nbsp; de arroz e derivados, de Santa Catarina, foi&nbsp; de aproximadamente US$ 4,08&nbsp; milh\u00f5es, resultado da comercializa\u00e7\u00e3o de 8,6&nbsp;mil&nbsp;toneladas. J\u00e1 o valor das importa\u00e7\u00f5es, no acumulado do ano, chegou a US$ 12,7 milh\u00f5es e a 28,06 mil toneladas de arroz. A&nbsp;entrada&nbsp;do&nbsp;produto&nbsp;se d\u00e1 principalmente do Uruguai e do Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Marcionize Bavaresco<br>Observat\u00f3rio Agro Catarinense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a \u00e1rea plantada com arroz variou pouco nos \u00faltimos 10 anos, cerca de 5% entre o ano com maior \u00e1rea e o ano com menor, a produtividade do arroz irrigado catarinense, por hectare, cresceu mais de 23%. 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