Trabalho nas eleições garante dois dias de folga para cada dia de serviço
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Benefício também considera treinamentos oficiais da Justiça Eleitoral e vale para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os eleitores convocados pela Justiça Eleitoral para trabalhar durante as eleições têm direito à chamada “folga eleitoral”. O benefício garante dois dias de folga para cada dia de serviço prestado, sem desconto no salário ou prejuízo aos demais direitos trabalhistas.

O direito está previsto na Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, e contempla mesários, integrantes das Juntas Eleitorais e pessoas requisitadas para auxiliar nos trabalhos eleitorais.

Na contagem das folgas também são considerados os dias de treinamento oficial. Assim, um mesário que participar de um dia de treinamento e trabalhar no primeiro e no segundo turno, por exemplo, acumula três dias de serviço eleitoral e, consequentemente, tem direito a seis dias de folga.

O benefício vale para trabalhadores com vínculo empregatício, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público. As datas para utilização das folgas devem ser definidas em comum acordo entre trabalhador e empregador, podendo ser concedidas de uma só vez ou em períodos diferentes.

Para comprovar o direito, é necessário apresentar a declaração de participação fornecida pela Justiça Eleitoral, documento que registra os dias em que o eleitor esteve à disposição dos trabalhos eleitorais.

Além das folgas compensatórias, quem trabalha nas eleições também pode ter acesso a outros benefícios, como auxílio-alimentação nos dias de votação, utilização da atividade como critério de desempate em concursos públicos quando houver previsão no edital e aproveitamento das horas em instituições de ensino que adotem essa possibilidade.

Com as Eleições 2026 se aproximando, a orientação é que os trabalhadores convocados guardem a documentação fornecida pela Justiça Eleitoral para posteriormente acertar com o empregador as datas das folgas compensatórias.

 

Fontes: G1 | Por: Rádio São Carlos 104.1 FM