SUS inicia nacionalização da insulina glargina e amplia acesso ao tratamento do diabetes
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Medicamento será distribuído de forma gradual para crianças, adolescentes e idosos, oferecendo maior segurança e controle da glicemia

Foto: Agência Gov | Via MS

O Ministério da Saúde anunciou o início do processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi apresentada durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Porto Alegre (RS), e marca uma importante etapa na modernização do tratamento oferecido a pessoas com diabetes na rede pública.

Nesta primeira fase, a insulina glargina será destinada a crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, a ampliação para outros públicos ocorrerá de forma gradual, conforme o avanço da distribuição do medicamento.

A adoção da glargina também busca enfrentar o cenário de desabastecimento mundial da insulina NPH, que atualmente representa cerca de 90% das insulinas utilizadas pelo SUS. A produção nacional do novo medicamento será possível por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), fortalecendo a fabricação no país e garantindo maior segurança no abastecimento.

Além da distribuição do medicamento, o Ministério da Saúde promoveu treinamentos para profissionais da Atenção Primária à Saúde e da Assistência Farmacêutica, realizando cerca de 130 oficinas em parceria com o Conasems para preparar os municípios para a implantação.

A distribuição da insulina será feita conforme o planejamento das secretarias estaduais e municipais de Saúde. Após o recebimento dos lotes, o medicamento estará disponível nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de acordo com a organização de cada município.

Entre os principais benefícios da glargina estão a ação prolongada, com duração de até 24 horas na maioria dos pacientes, menor risco de episódios de hipoglicemia especialmente durante a noite, maior estabilidade nos níveis de glicose e mais praticidade, já que não exige agitação antes da aplicação, ao contrário da insulina NPH.

Antes da implantação nacional, o Ministério da Saúde realizou um projeto-piloto nos estados do Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná. A iniciativa permitiu avaliar a logística de distribuição, identificar desafios operacionais e realizar os ajustes necessários para a expansão do programa em todo o país.

Fonte: Ministério da Saúde | Por: Jornalismo Rádio São Carlos 104.1 FM