Santa Catarina deve enfrentar uma primavera marcada por chuva acima da média climatológica e temperaturas mais elevadas. A previsão climática para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2026 indica aumento das instabilidades, principalmente nos dois últimos meses do período.
A primavera começa oficialmente no Hemisfério Sul no dia 22 de setembro, às 21h05. Para os próximos meses, a expectativa é de que frentes frias e sistemas instáveis atuem com maior frequência e intensidade no estado.
Com isso, alguns episódios poderão provocar chuva forte e grandes volumes em curto período, além de temporais acompanhados de intensa atividade elétrica, granizo e vendavais. Em determinadas situações, há potencial para ocorrência de tempestades severas.
Historicamente, setembro e outubro já representam um período de aumento das chuvas em Santa Catarina, especialmente nas regiões Oeste, Extremo Oeste e Meio-Oeste.
Em setembro, os volumes médios variam entre 150 e 210 milímetros nessas regiões e entre 110 e 170 milímetros nas demais áreas do estado.
Outubro é normalmente o mês mais chuvoso do trimestre, com médias entre 210 e 280 milímetros no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste. Nas demais regiões, os volumes ficam entre 140 e 180 milímetros. Para novembro, a média histórica varia de 130 a 180 milímetros em Santa Catarina.
Além das frentes frias e sistemas de baixa pressão, os Sistemas Convectivos de Mesoescala, mais comuns durante a primavera, também podem contribuir para episódios de chuva intensa, especialmente no Oeste catarinense.
As temperaturas também devem ficar acima da média climatológica durante o trimestre. Setembro ainda deve apresentar períodos de temperatura amena e próxima do normal, enquanto outubro e novembro terão maior aquecimento e possibilidade de veranicos mais frequentes.
Segundo a previsão, a atuação do El Niño deve tornar os episódios de frio intenso mais escassos nos próximos meses. Mesmo assim, massas de ar frio ainda poderão alcançar o Sul do Brasil.
Em setembro, existe possibilidade de frio suficiente para formação de geada isolada, especialmente no Planalto Sul. Caso o frio esteja acompanhado de umidade, não está descartada a ocorrência de neve nas áreas mais elevadas da região.
Por outro lado, ao longo da primavera aumenta a possibilidade de veranicos, caracterizados por vários dias consecutivos de temperaturas elevadas, inclusive acima dos 30°C.
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial persistiu e se intensificou durante julho e agosto. Na região utilizada para monitoramento do El Niño, foram registradas anomalias positivas entre 1,5°C e 2,5°C, chegando a superar 3°C em outra área do Pacífico.
O fenômeno El Niño já está configurado, com condições atmosféricas e oceânicas acopladas. Para os próximos meses, a previsão aponta que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante a primavera e persista até o início do outono de 2027.
A estação ainda poderá registrar nevoeiros durante noites, madrugadas e amanhecer. Já no litoral, ciclones extratropicais que atuam entre Argentina, Uruguai e Sul do Brasil podem provocar ventos fortes, mar agitado e episódios de ressaca, especialmente em setembro e outubro.
A recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos e as atualizações da previsão, principalmente diante do maior risco de eventos de chuva intensa e temporais ao longo dos próximos meses.

Figura 1 – Anomalia de TSM em julho de 2026. Fonte: IFSC.
Figura 2 – Anomalia de TSM entre 01 e 25 de agosto de 2026. Fonte: IFSC.
Fonte: Epagri/Ciram | Por: Jornalismo Rádio São Carlos 104.1 FM.

