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Ministério da Saúde suspende temporariamente vacina contra a dengue do Butantan

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O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira, 8 de junho, a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas graves e duas mortes entre aproximadamente 500 mil pessoas imunizadas desde o início da campanha, em janeiro deste ano.

Segundo o Ministério, ainda não há comprovação de que os casos graves e os óbitos tenham sido causados pela vacina. Mesmo assim, a aplicação do imunizante foi interrompida preventivamente até a conclusão das investigações.

Antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina passou por todas as etapas obrigatórias de testes clínicos. O estudo de fase 3 acompanhou mais de 16 mil voluntários durante cinco anos e apontou eficácia de 65% contra a dengue sintomática e de 80,5% contra casos graves da doença.

Durante os estudos clínicos não foram registradas mortes ou efeitos adversos graves relacionados ao imunizante. Especialistas explicam que eventos muito raros podem não aparecer durante os testes e só serem identificados quando a vacina passa a ser aplicada em larga escala.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 3,7 mil pessoas apresentaram sintomas leves após a vacinação, enquanto os 42 casos considerados graves representam aproximadamente 0,008% do total de vacinados.

Especialistas destacam que a suspensão demonstra o funcionamento do sistema de farmacovigilância, responsável por monitorar continuamente a segurança das vacinas após sua aprovação e utilização pela população.

A recomendação para quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias é ficar atento a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral. Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico.

Já as pessoas vacinadas há mais de 21 dias e que não apresentaram reações não precisam buscar atendimento específico.

Fonte: g1 | Por: Jornalismo Rádio São Carlos 104.1 FM

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