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El Niño pode impactar produção de alimentos e pressionar preços nos supermercados

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O fenômeno El Niño pode trazer impactos para a produção de alimentos no Brasil e refletir diretamente nos preços encontrados pelos consumidores nos supermercados. Economistas e especialistas do setor agropecuário alertam que mudanças no regime de chuvas e temperaturas podem prejudicar lavouras e reduzir a oferta de alguns produtos.

O El Niño ocorre quando há aquecimento das águas do Oceano Pacífico, alterando os padrões climáticos em diferentes regiões do mundo. No Brasil, o fenômeno costuma provocar excesso de chuva em algumas áreas, como a Região Sul, e períodos de seca em outras regiões produtoras.

Entre os primeiros alimentos que podem sentir os efeitos estão as hortaliças, consideradas mais sensíveis às mudanças climáticas. Produtos como tomate, cebola, batata e cenoura podem sofrer com excesso de chuva, atrasos no plantio e perda de qualidade.

A produção de café também está entre os pontos de atenção. A irregularidade das chuvas, associada ao calor intenso, pode prejudicar a florada das plantas, reduzir a qualidade dos grãos e afetar futuras safras.

No caso do milho, especialistas apontam que alterações no calendário de plantio podem comprometer principalmente a segunda safra. Uma redução na produção pode influenciar outros setores, já que o grão é utilizado na alimentação animal.

Com isso, carnes e leite também podem sofrer impactos. Além do possível aumento no custo da ração, períodos de seca e calor extremo prejudicam as pastagens e podem afetar o desenvolvimento dos animais.

No Sul do Brasil, incluindo Santa Catarina, a preocupação está relacionada principalmente ao excesso de chuva, que pode favorecer doenças nas lavouras e dificultar algumas atividades no campo. Por outro lado, determinadas culturas de inverno podem ser beneficiadas pela maior disponibilidade de água.

Especialistas destacam que os impactos ainda dependem da intensidade e duração do fenômeno, mas produtores e consumidores devem acompanhar os efeitos do clima nos próximos meses.

Fonte: g1 | Por: Rádio São Carlos 104.1 FM

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