O Brasil concluiu, oficialmente, a migração para o sinal digital de televisão na terça-feira, 30 de dezembro, quando foi realizado o desligamento total das transmissões analógicas em todo o país. A data é histórica e encerra uma transição que durou quase 20 anos, desde o início do processo de digitalização da TV aberta.
Presente nos lares brasileiros há pouco mais de 75 anos, o sistema analógico foi, por décadas, o principal meio de acesso à informação, educação, cultura, prestação de serviços, notícias e entretenimento.
O fim do sinal analógico também marca o início de uma nova fase: a chegada da TV 3.0, considerada a “TV do futuro”, com transmissão mais moderna, tecnológica, imersiva e interativa.
Transição planejada e TV 3.0 de forma gradual
O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Diniz Wellisch, lembra que a transição levou quase duas décadas porque o governo levou em conta aspectos técnicos, econômicos, sociais e regionais.
“Procuramos garantir que ninguém saísse prejudicado. A TV foi e continua sendo o principal meio de comunicação do brasileiro e a intenção era garantir uma transição tranquila, para que nenhuma região do país ficasse sem cobertura ou desassistida”, afirmou Wilson.
Segundo ele, a TV 3.0 também será implantada de forma gradual, permitindo que todos continuem acessando a TV aberta em todo o território nacional, com redundância de sinais.
Quem ainda não tiver acesso à TV 3.0 poderá seguir assistindo normalmente à programação pelo sinal digital atual, já que os dois sistemas irão funcionar simultaneamente, como ocorreu na fase de convivência entre o analógico e o digital.
“Passada essa etapa do desligamento completo do sinal analógico, agora estamos olhando para o futuro, que é a TV 3.0: é imagem de cinema, som de cinema, infinitas possibilidades e integração com a internet. Não é só uma nova televisão, é um novo conceito. É o telespectador no comando das suas ações. Ele terá muito mais opções de interagir com o canal que estiver assistindo. A TV 3.0 é a TV mais conectada, mais inteligente e mais imersiva”, completou o secretário.
Exceção para o Rio Grande do Sul
Em junho de 2024, o Ministério das Comunicações prorrogou, exclusivamente para o Rio Grande do Sul, o prazo de encerramento das transmissões analógicas de TV aberta.
O adiamento ocorreu em razão das consequências dos eventos climáticos adversos registrados em abril e maio de 2024. A portaria contemplou 74 cidades gaúchas onde o sinal analógico ainda não havia sido desligado e estendeu o prazo para o desligamento definitivo até 30 de dezembro de 2025.
Com a finalização das últimas transmissões analógicas no estado, o Brasil encerrou um ciclo importante da televisão aberta, que marcou gerações de brasileiros.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é apontada como a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização. O novo padrão integra radiodifusão e internet em um ambiente baseado em aplicativos, substituindo gradualmente os canais numéricos tradicionais. A implantação será gradual, começando pelas grandes capitais.
A tecnologia vai permitir:
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Experiência interativa e personalizada, com acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda;
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Serviços públicos digitais e novas formas de participação social;
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Melhora significativa na qualidade de imagem, com transmissões em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas;
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Som imersivo, ampliando a sensação de presença;
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Recursos avançados de acessibilidade.
A TV 3.0 deve redefinir a forma como o brasileiro assiste à televisão, oferecendo um ambiente mais moderno, intuitivo, conectado e interativo.
Informações: ACAERT – MCom/ASCOM
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