O uso excessivo do celular no período da noite vem sendo apontado por especialistas como um dos principais fatores que prejudicam o sono entre adolescentes. A combinação entre excesso de estímulos, exposição prolongada à luz da tela e dificuldade de desconexão tem afetado diretamente a qualidade do descanso e a rotina de milhares de jovens.
De acordo com a reportagem, o problema vai além de dormir tarde. Quando o adolescente leva o celular para a cama e permanece conectado por muito tempo, o cérebro continua em estado de alerta, dificultando o relaxamento necessário para iniciar o sono. Além disso, a luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono.
Os reflexos aparecem no dia seguinte. Sonolência, dificuldade de concentração, irritação, queda no rendimento escolar e cansaço persistente são alguns dos sinais mais comuns. A longo prazo, especialistas alertam que a privação de sono também pode aumentar os riscos de ansiedade, alterações de humor e outros prejuízos emocionais.
Outro ponto de atenção é que muitos adolescentes substituem o tempo de descanso por horas de navegação em redes sociais, vídeos e conversas por aplicativos, o que dificulta ainda mais a construção de uma rotina saudável de sono. O hábito acaba se tornando frequente e, com o tempo, o corpo passa a operar em déficit de descanso.
Especialistas reforçam que o sono adequado é essencial na adolescência, fase em que o organismo passa por intensas mudanças físicas, emocionais e cognitivas. Dormir bem contribui para o desenvolvimento, melhora a memória, fortalece a imunidade e ajuda no equilíbrio da saúde mental.
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