Adesivo político no carro anula o seguro? Entenda
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Com a proximidade do período eleitoral, uma dúvida pode surgir entre os motoristas: colocar adesivos de candidatos ou de propaganda política no veículo pode provocar a perda do seguro do automóvel?

De acordo com especialistas e representantes do setor de seguros, a simples colocação de adesivos eleitorais em um veículo de uso particular não é motivo para cancelar ou negar a cobertura do seguro.

Segundo Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), uma seguradora não poderia recusar uma indenização por um sinistro apenas pelo fato de o automóvel possuir propaganda política. Uma negativa baseada exclusivamente na adesivação poderia ser considerada abusiva.

A situação muda, porém, quando o veículo deixa de ser utilizado somente para fins particulares e passa a desempenhar atividades diretamente relacionadas a uma campanha eleitoral.

Um carro registrado no seguro como sendo de uso particular, mas utilizado de forma frequente para apoio logístico de campanha, transporte de materiais ou outras atividades semelhantes, pode apresentar uma alteração no perfil de risco inicialmente informado à seguradora.

Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguros de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), explica que utilizações diferentes daquelas declaradas no momento da contratação precisam ser informadas à seguradora.

Isso acontece porque veículos envolvidos diretamente em atividades de campanha podem ficar mais expostos a acidentes, roubos, furtos ou atos de vandalismo. Nesses casos, pode ser necessária uma atualização das informações da apólice.

A orientação, portanto, é simples: o adesivo político, por si só, não anula o seguro. O motorista deve ficar atento principalmente à finalidade dada ao veículo. Caso o automóvel passe a ser utilizado regularmente em atividades de campanha ou tenha seu uso alterado de forma significativa, o recomendado é comunicar a seguradora para verificar a necessidade de atualização do contrato.

Por: Jornalismo Rádio São Carlos 104.1FM