Exportações brasileiras de milho seguem 12% abaixo do registrado em 2025
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Embarques somaram 4,15 milhões de toneladas nos primeiros 16 dias úteis de outubro; média diária permanece inferior à do mesmo período do ano passado.

Foto: Divulgação/Noticias agrícolas

As exportações brasileiras de milho mantiveram um ritmo estável na quarta semana de outubro, mas continuam abaixo dos números registrados no mesmo período de 2025. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil embarcou aproximadamente 4,15 milhões de toneladas do cereal nos primeiros 16 dias úteis deste mês.

A média diária das exportações ficou em torno de 259,6 mil toneladas, volume 12,1% inferior às 295,5 mil toneladas por dia registradas em outubro do ano passado.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Notícias Agrícolas nesta segunda-feira (26), o desempenho apresenta pouca alteração em relação à parcial anterior. Após os primeiros 11 dias úteis do mês, a média diária era de aproximadamente 260,5 mil toneladas, com diferença negativa de 11,8% na comparação anual.

Considerando apenas os cinco dias úteis acrescentados à atualização mais recente, os embarques alcançaram cerca de 257,7 mil toneladas por dia, mantendo um ritmo próximo ao acumulado de outubro.

Meta de exportação exige atenção

Apesar da estabilidade, o volume embarcado ainda representa um desafio para o programa brasileiro de exportações de milho. Segundo avaliação de Eduardo Vanin, analista da Agrinvest, o país precisaria exportar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outras 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para alcançar a meta de 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo.

O cenário reforça a importância do desempenho dos embarques nos próximos meses para que o Brasil consiga atingir esse objetivo.

Preço médio ajuda a sustentar a receita

Mesmo com a redução no volume exportado em comparação com 2025, o preço médio do milho brasileiro vendido ao mercado internacional apresenta valorização.

Conforme os dados apresentados pelo Notícias Agrícolas, a tonelada exportada está cerca de 14,8% mais cara do que no mesmo período do ano passado. Esse aumento contribui para amenizar os efeitos da redução dos volumes embarcados sobre a receita das exportações.

As próximas atualizações dos dados da Secex deverão indicar se o ritmo dos embarques permanecerá estável ou apresentará uma aceleração até o encerramento de outubro.

Fonte: Notícias Agrícolas, com dados da Secex | Por: Rádio São Carlos 104.1 FM