Fecoagro negocia marca própria de defensivos agrícolas para reduzir custos no campo
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Parceria com indústria paraguaia pode ampliar alternativas para cooperativas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul

Cooperativas catarinenses podem ter marca própria de defensivos agrícolas (Foto por Fecoagro)

A Fecoagro está avançando nas negociações para lançar uma marca própria de defensivos agrícolas, com o objetivo de reduzir custos de produção e melhorar a rentabilidade dos agricultores associados às cooperativas catarinenses. A proposta envolve a produção de herbicidas, inseticidas e fungicidas utilizados nas lavouras de Santa Catarina, em parceria com a indústria paraguaia Tecnomyl.

Para conhecer a estrutura da empresa, a Fecoagro organizou uma viagem ao Paraguai com cerca de 40 participantes, entre técnicos, operadores comerciais e dirigentes das 10 cooperativas associadas. A comitiva visitou a unidade industrial da Tecnomyl, localizada em Villeta, na região metropolitana de Assunção.

Durante a visita, o grupo acompanhou o processo produtivo da empresa, considerada a maior indústria de defensivos agrícolas do Paraguai. A Tecnomyl lidera o mercado local e vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente com insumos agrícolas pós-patente.

Pela proposta em discussão, os principais produtos utilizados pelas cooperativas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul poderiam ser comercializados com a marca própria da Fecoagro. Já os itens com menor demanda devem seguir sendo vendidos com a marca da empresa paraguaia.

A iniciativa busca criar uma nova alternativa de negócios para as cooperativas, fortalecendo o poder de negociação e oferecendo mais competitividade ao produtor rural. Segundo representantes da Fecoagro, a parceria é considerada viável e pode avançar em curto prazo, desde que passe pelas próximas etapas de avaliação e aprovação.

Os próximos passos incluem o levantamento da demanda junto às cooperativas, aprovação pelos conselhos da Fecoagro, criação da marca própria e encaminhamento dos registros necessários nos órgãos competentes. Depois disso, devem avançar as negociações sobre preços e volumes de comercialização para cooperativas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Para o setor produtivo, a medida pode representar um alívio importante em um dos pontos mais sensíveis da atividade agrícola: o custo dos insumos. Em um cenário de margens apertadas no campo, alternativas que ampliem a concorrência e reduzam despesas ajudam a manter a sustentabilidade econômica das propriedades, especialmente entre pequenos e médios produtores.