{"id":3709,"date":"2022-08-18T08:40:56","date_gmt":"2022-08-18T11:40:56","guid":{"rendered":"https:\/\/nossaradio.net.br\/101\/?p=3709"},"modified":"2022-08-18T08:40:56","modified_gmt":"2022-08-18T11:40:56","slug":"14o-sbss-discute-peste-suina-africana-e-doencas-respiratorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nossaradio.net.br\/101\/14o-sbss-discute-peste-suina-africana-e-doencas-respiratorias\/","title":{"rendered":"14\u00ba SBSS discute peste su\u00edna africana e doen\u00e7as respirat\u00f3rias"},"content":{"rendered":"\n<p>O painel sanidade, do segundo dia de debates do 14\u00ba Simp\u00f3sio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), colocou em pauta a peste su\u00edna africana e agentes respirat\u00f3rios. O evento vai at\u00e9 esta quinta-feira (18) no Parque Tancredo de Almeida Neves, em Chapec\u00f3 (SC) e acontece tamb\u00e9m no formato virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo Leandro Hackenhaar iniciou as discuss\u00f5es falando sobre a doen\u00e7a altamente contagiosa que \u00e9 a peste su\u00edna africana (PSA), respons\u00e1vel por dizimar rebanhos inteiros e que tanto preocupa os produtores mundialmente. Ele discutiu sobre o avan\u00e7o do v\u00edrus, relatos de novos casos, cada pa\u00eds onde a endemia chegou, os estragos e aprendizados resultantes do cont\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das granjas com baixa tecnifica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o conseguem alcan\u00e7ar medidas de biosseguridade fortes, os animais selvagens, como os javalis, est\u00e3o entre os principais empecilhos para erradicar a doen\u00e7a. A propaga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00f3 atravessa continentes com tanta rapidez por causa do comportamento humano descuidado com as normas internacionais de biosseguridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Leandro citou pa\u00edses que convivem com a PSA, as perdas e os protocolos que cada um tem adotado para reduzir a incid\u00eancia da doen\u00e7a. A exemplo da China, que teve quase metade do rebanho reduzido pela peste su\u00edna africana, sofreu uma montanha russa na oferta e, consequentemente, nos pre\u00e7os dos su\u00ednos, provocando uma crise que atingiu at\u00e9 mesmo megaprodutores.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista tamb\u00e9m compartilhou os preju\u00edzos estimados nos Estados Unidos caso a doen\u00e7a atinja o pa\u00eds, que giram em torno de 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, desta forma, v\u00e1rios s\u00e3o os investimentos norte-americanos em preven\u00e7\u00e3o e na concentra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os para desenvolver uma vacina.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a PSA tenha perdido o protagonismo que conquistou em 2018, a amea\u00e7a persiste. \u201cNa minha leitura estamos perdendo a guerra, o v\u00edrus n\u00e3o tem matado tantos animais como quando chegou na China, mas ele tem capacidade de retornar, at\u00e9 mesmo na Europa, onde h\u00e1 pa\u00edses com tantos recursos e conscientiza\u00e7\u00e3o&nbsp; que n\u00e3o est\u00e3o segurando a transmiss\u00e3o, ou seja, o risco \u00e9 grande. Temos que come\u00e7ar a refletir: e se o v\u00edrus ficar?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00fassia, China e Vietn\u00e3 s\u00e3o exemplos de pa\u00edses em que a suinocultura cresceu, mesmo na presen\u00e7a do v\u00edrus. Por outro lado, h\u00e1 uma grande resist\u00eancia do mercado internacional, que precisaria mudar as regras. \u201cAinda h\u00e1 muitos desafios. Como esses pa\u00edses, onde h\u00e1 controle, mas n\u00e3o a erradica\u00e7\u00e3o. Vacinas est\u00e3o sendo produzidas, por\u00e9m demoradamente e com ind\u00edcios de que n\u00e3o ter\u00e3o 100% de efetividade. A popula\u00e7\u00e3o dos javalis ainda \u00e9 enorme, dif\u00edcil de controlar. No que tange \u00e0 biosseguridade, medidas nesse sentido s\u00e3o extremamente eficazes, assim como o manejo e nutri\u00e7\u00e3o adequados para aumentar a resist\u00eancia animal, mas tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam 100% de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ressaltou Leandro, temos que comemorar e lutar para que o Brasil permane\u00e7a livre do v\u00edrus. \u201cO melhor cen\u00e1rio \u00e9 que a gente consiga se manter longe da peste su\u00edna africana e o segundo melhor cen\u00e1rio, no caso de cont\u00e1gio, \u00e9 que a gente consiga identificar rapidamente e tomar a\u00e7\u00f5es imediatas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>DOEN\u00c7AS RESPIRAT\u00d3RIAS<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo momento do painel contou com uma mesa redonda, envolvendo tr\u00eas especialistas para falar sobre agentes respirat\u00f3rios na suinocultura. A m\u00e9dica veterin\u00e1ria, a doutora Danielle Gava afirmou que as doen\u00e7as infecciosas respirat\u00f3rias s\u00e3o predominantes nas granjas, especialmente por conta das caracter\u00edsticas dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o, caracterizados pela mistura de su\u00ednos de v\u00e1rias origens, em diferentes fases de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os pat\u00f3genos mais relevantes no complexo de doen\u00e7as respirat\u00f3rias su\u00ednas est\u00e1 o v\u00edrus Influenza A (IAV). Danielle citou ferramentas para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a, fatores que agravam os problemas respirat\u00f3rios e medidas de preven\u00e7\u00e3o.&nbsp; \u201c\u00c9 essencial fazer o monitoramento dos IAV circulantes nas granjas. Al\u00e9m disso, sabemos que manejos importantes, como ventila\u00e7\u00e3o, desinfec\u00e7\u00e3o, bem como minimizar o estresse, s\u00e3o imprescind\u00edveis para tentar controlar a doen\u00e7a. O uso de vacinas \u00e9 fundamental tamb\u00e9m, mas deve ser considerado a via de aplica\u00e7\u00e3o, a plataforma, a idade do animal e sua homologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica veterin\u00e1ria, a doutora Karine Takeuit atualizou os congressistas a respeito da situa\u00e7\u00e3o atual da infec\u00e7\u00e3o por Mycoplasma hyopneumoniae e quais estrat\u00e9gias podem ser utilizadas para control\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Karine, quando se trata do controle de uma doen\u00e7a respirat\u00f3ria, antes de tudo \u00e9 fundamental avaliar quais s\u00e3o os agentes infecciosos envolvidos. \u201cEmbora a M. hyopneumoniae ainda provoque muitos preju\u00edzos para a cadeia de suinocultura, nos \u00faltimos anos foram alcan\u00e7ados importantes avan\u00e7os para compreender a din\u00e2mica de infec\u00e7\u00e3o do agente e sua variabilidade gen\u00e9tica. Esses conhecimentos foram fundamentais para que estrat\u00e9gias focadas nesses aspectos fossem elaboradas para o controle pr\u00e1tico e eficaz do pat\u00f3geno nas granjas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela alerta, por\u00e9m, que o sucesso dessas medidas s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ado com o aux\u00edlio de equipes dedicadas, pois o processo \u00e9 longo e meticuloso, e os resultados podem n\u00e3o ser imediatos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J\u00e1 o m\u00e9dico veterin\u00e1rio, o doutor David Barcellos apresentou uma vis\u00e3o cl\u00ednica sobre o assunto. Segundo o especialista, mais de 95% das granjas do Brasil t\u00eam problemas respirat\u00f3rios, mas o setor n\u00e3o est\u00e1 dando a real import\u00e2ncia para o assunto. \u201cExistem doen\u00e7as respirat\u00f3rias com abordagem muito superficial do diagn\u00f3stico, muito pouco direcionamento dos exames laboratoriais e isso precisa ser mudado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para fugir de diagn\u00f3sticos superficiais, ele recomenda a realiza\u00e7\u00e3o do exame inicial somado a uma abordagem veterin\u00e1ria cl\u00e1ssica, buscando conhecer as caracter\u00edsticas das doen\u00e7as respirat\u00f3rias da granja que est\u00e1 sendo visitada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm termos de seguran\u00e7a, para entendermos o que est\u00e1 acontecendo e tomarmos uma decis\u00e3o correta, o primeiro passo \u00e9 fazer uma anamnese b\u00e1sica, para verificar os sinais cl\u00ednicos do problema e, assim, descobrir em quantas granjas da regi\u00e3o a doen\u00e7a respirat\u00f3ria est\u00e1 presente, em que fases da cria\u00e7\u00e3o ocorre mais, qual a taxa de mortalidade m\u00e9dia dos animais, quais materiais coletados e exames j\u00e1 foram realizados, quais vacinas e medica\u00e7\u00f5es s\u00e3o usadas neste plantel e quais s\u00e3o as respostas da sua aplica\u00e7\u00e3o. Depois disso, os exames cl\u00ednicos e patol\u00f3gicos s\u00e3o primordiais. E, finalmente, a partir das respostas e dados obtidos de forma correta, ser\u00e1 poss\u00edvel criar solu\u00e7\u00f5es personalizadas e eficientes para cada caso\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte<\/strong>: MB Comunica\u00e7\u00e3o Empresarial\/Organizacional<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O painel sanidade, do segundo dia de debates do 14\u00ba Simp\u00f3sio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), colocou em pauta a peste su\u00edna africana e agentes respirat\u00f3rios. O evento vai at\u00e9 esta quinta-feira (18) no Parque Tancredo de Almeida Neves, em Chapec\u00f3 (SC) e acontece tamb\u00e9m no formato virtual. 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