O mundo que estamos vivendo hoje é altamente competitivo, atraente aos olhos e perigoso ao cérebro. Estamos cada vez mais desconcentrados e distantes do coração.

 

Há uma dificuldade enorme de concentração para prestar atenção ao outro, pois mal conseguimos olhar a beleza de uma paisagem e ver os detalhes da harmonia que ela nos proporciona. Parar para contemplar uma obra maravilhosa do Criador, que nos proporciona todas as manhãs de graça. São poucos os que hoje conseguem fazer isso e “ouvir a natureza”, concentrar-se na sua essência.

 

Existe um universo imenso de humanos que só olham a natureza por meio das telas dos celulares ou da TV, aceitando o mundo da mídia em demasia, e com isso estamos perdendo a capacidade de olhar o que é puro, lindo e maravilhoso, visto pelas próprias retinas, sendo que este universo está próximo da gente para vê-lo ao natural. Por que então não o vemos?

 

Segundo Albert Einstein, o mais memorável físico de todos os tempos, conhecido por desenvolver a teoria da relatividade, disse: “Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar apenas uma vez e mergulho no silêncio olhando a natureza e eis que a verdade se revela”.

 

É no silêncio intencional da concentração, da vigília ou na meditação nos lugares sossegados da natureza que encontramos a canção do universo e as maravilhas do sossego e do bem-estar.

 

Estamos em um novo normal, uma nova realidade, parecendo um tanto difícil ouvir o silêncio, por isso nosso cérebro está acelerado demais, ansioso e apressado, pois nem os alimentos estamos conseguindo mais degustar com toda a sua essência e sabor.

 

Outro fator que dificulta nossa concentração é o volume de tarefas que estamos realizando hoje em uma relação que eu chamo de coleira, que impede o tempo para completá-las e menos tempo ainda para contemplar e ouvir a voz da natureza.

 

Diante de tudo isso, resta uma reflexão preocupante: precisamos ouvir a voz da natureza e nos acalmar para evitar que nossos cérebros explodam.

 

Até a próxima!