{"id":11806,"date":"2025-10-28T15:59:55","date_gmt":"2025-10-28T18:59:55","guid":{"rendered":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/?p=11806"},"modified":"2025-10-31T13:03:09","modified_gmt":"2025-10-31T16:03:09","slug":"brasileiro-troca-arroz-e-feijao-por-macarrao-e-consumo-da-massa-dispara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/brasileiro-troca-arroz-e-feijao-por-macarrao-e-consumo-da-massa-dispara\/","title":{"rendered":"Brasileiro troca arroz e feij\u00e3o por macarr\u00e3o e consumo da massa dispara"},"content":{"rendered":"<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Com pre\u00e7os mais est\u00e1veis e preparo mais r\u00e1pido, o macarr\u00e3o est\u00e1 ganhando espa\u00e7o no prato do brasileiro, em substitui\u00e7\u00e3o aos tradicionais arroz e feij\u00e3o. Um levantamento da VR a partir de mais de 5 milh\u00f5es de notas fiscais emitidas entre 2023 e 2025 mostra que o consumo da massa cresceu cerca de 1.300% no per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O avan\u00e7o \u00e9 aproximadamente 80% maior que o observado para o arroz e 70% superior ao do feij\u00e3o, segundo a pesquisa. Um dos principais fatores \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, segundo a empresa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O macarr\u00e3o, preparado a partir do trigo importado, foi favorecido no per\u00edodo por uma safra global recorde e pela estabiliza\u00e7\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o internacional do cereal, mantendo pre\u00e7os constantes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">J\u00e1 os alimentos cultivados no Brasil tiveram valores impulsionados pela alta no custo de fertilizantes e, no caso do arroz, pela\u00a0quebra de safra com as enchentes no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O descolamento de pre\u00e7os foi significativo para o or\u00e7amento familiar. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, o arroz acumulou alta de 34,8%, segundo o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). O pre\u00e7o do feij\u00e3o preto, por sua vez, subiu 11,48% no per\u00edodo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O macarr\u00e3o, enquanto isso, teve uma defla\u00e7\u00e3o de 2,49% ao longo dos mesmos 24 meses \u2013 o IPCA geral acumulado nos dois anos foi de 9,68%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cOs padr\u00f5es observados na s\u00e9rie refor\u00e7am que mudan\u00e7as econ\u00f4micas e comportamentais caminham juntas\u201d, diz a VR no comunicado de divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa. \u201cAinda que o arroz e o feij\u00e3o mantenham papel central na dieta brasileira, a estabilidade de pre\u00e7os e a praticidade do macarr\u00e3o pode ter se tornado o alimento protagonista da mesa em muitos lares.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em 2025, houve uma corre\u00e7\u00e3o significativa nos valores do arroz e do feij\u00e3o preto, que recuaram em m\u00e9dia 20,85% e 31,25%, respectivamente, at\u00e9 setembro \u2013 o macarr\u00e3o caiu 0,27% nos mesmos sete meses.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) mostram, por\u00e9m, que o abandono do arroz e do feij\u00e3o pelo brasileiro n\u00e3o \u00e9 recente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo levantamento da institui\u00e7\u00e3o a partir de informa\u00e7\u00f5es da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o consumo\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0anual de arroz beneficiado, em 2024, foi de 28,5 kg, e o de feij\u00e3o, de 13,2 kg.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na s\u00e9rie hist\u00f3rica da Embrapa, o pico do consumo m\u00e9dio de arroz foi em 1997, quando chegou a 48,69 kg anuais por habitante. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao feij\u00e3o, a m\u00e1xima ocorreu em 1967, com 26,57 kg.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Maioria dos brasileiros deixou de comer feij\u00e3o regularmente em 2025, segundo pesquisa<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a partir de h\u00e1bitos de alimenta\u00e7\u00e3o de brasileiros entre 2007 e 2017 j\u00e1 projetava que em 2025 o brasileiro deixaria de comer feij\u00e3o de forma regular \u2013 ou seja, o h\u00e1bito considerado n\u00e3o regular (um a quatro dias na semana) passaria a ser o mais prevalente na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Publicado em 2020 na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Public Health Nutrition<\/em>, o trabalho, liderado pela pesquisadora Fernanda Granado, constatou que desde 2022 as mulheres j\u00e1 comp\u00f5em majoritariamente o grupo de consumo n\u00e3o regular. Para os homens, a estimativa de altera\u00e7\u00e3o \u00e9 no ano de 2029.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">De acordo com a pesquisadora, h\u00e1 hip\u00f3teses que explicariam a diferen\u00e7a nos resultados entre os sexos, como a jornada dupla de trabalho das mulheres, que dificultaria o preparo de alimentos naturais ou minimamente processados e estimularia a compra de alimentos ultraprocessados ou prontos para o consumo; e a oscila\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do feij\u00e3o, que limitaria o consumo por quem ganha menos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As tend\u00eancias foram tra\u00e7adas a partir de dados do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e englobam uma amostra de 572.675 brasileiros com mais de 18 anos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Se em 2007, 67,5% da popula\u00e7\u00e3o consumia feij\u00e3o regularmente (cinco a sete dias por semana), dez anos depois, a propor\u00e7\u00e3o caiu para 59,5%. A queda aconteceu em todos os g\u00eaneros, faixas et\u00e1rias e n\u00edveis de escolaridade. Mantido o ritmo, o feij\u00e3o deixou de fazer parte da dieta regular de mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira neste ano.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Substitui\u00e7\u00e3o de arroz e feij\u00e3o por macarr\u00e3o preocupa produtores<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A mudan\u00e7a tem preocupado representantes do setor. \u201c\u00c9 um contrassenso: temos um alimento completo, nutritivo, barato e democr\u00e1tico, mas que ainda n\u00e3o recebe o valor que merece\u201d, diz Marcelo Eduardo L\u00fcders, presidente do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe). \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas sobre mercado, mas sobre sa\u00fade p\u00fablica, economia e at\u00e9 soberania alimentar\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Ibrafe lidera o movimento\u00a0Viva Feij\u00e3o, que conta com apoio de institui\u00e7\u00f5es como a Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Irrigantes do Mato Grosso (Aprofir), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 (IDR), o Instituto Terras Altas (TAA), o Good Food Institute (GFI) e a C\u00e2mara Setorial da Cadeia Produtiva do Feij\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">L\u00fcders ressalta que o consumo regular de feij\u00e3o cinco vezes por semana \u00e9 capaz de reduzir riscos de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, melhorar a qualidade de vida e aliviar gastos do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em outra linha de pesquisa na UFMG, Fernanda Granado constatou que o consumo regular de feij\u00e3o \u00e9 o mais indicado para um bom estado nutricional. De acordo com os dados da pesquisa, o grupo que n\u00e3o consome o produto nenhuma vez na semana tem 10% mais chances de desenvolver excesso de peso e 20% mais chances de desenvolver obesidade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Por outro lado, o consumo regular da leguminosa apresentou fator de prote\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de excesso de peso (14%) e obesidade (15%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No campo econ\u00f4mico, o presidente do Ibrafe destaca que o consumo regular do produto pela popula\u00e7\u00e3o significa renda para milhares de fam\u00edlias produtoras, empregos na ind\u00fastria e novas oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cCulturalmente, o prato feito \u2014 com arroz, feij\u00e3o, prote\u00edna e salada \u2014 \u00e9 talvez o maior s\u00edmbolo da nossa identidade alimentar. Negligenci\u00e1-lo \u00e9 abrir m\u00e3o de um patrim\u00f4nio nacional\u201d, defende.<\/p>\n<div class=\"adBanner_ads-desktop__YVQsV\" data-google-query-id=\"CIPtnZrJx5ADFaarYQYdhn4skw\">Fonte: Gazeta<\/div>\n<div class=\"adBanner_c-ads__vacy1 adBanner_ads-desktop__YVQsV adBanner_d-pos-post-3__EgpwU adBanner_d-pos-post-3__EgpwU adBanner_open__ViOaF \" data-ads=\"ads-desktop\">\n<div id=\"d-pos-post-3\" class=\"adBanner_ads-desktop__YVQsV\" data-google-query-id=\"CMjHgIvJx5ADFf2DYQYddxkO8A\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com pre\u00e7os mais est\u00e1veis e preparo mais r\u00e1pido, o macarr\u00e3o est\u00e1 ganhando espa\u00e7o no prato do brasileiro, em substitui\u00e7\u00e3o aos tradicionais arroz e feij\u00e3o. Um levantamento da VR a partir de mais de 5 milh\u00f5es de notas fiscais emitidas entre 2023 e 2025 mostra que o consumo da massa cresceu cerca de 1.300% no per\u00edodo. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":11807,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[239],"tags":[],"class_list":["post-11806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11806"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11808,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11806\/revisions\/11808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}