{"id":11743,"date":"2025-07-15T15:51:08","date_gmt":"2025-07-15T18:51:08","guid":{"rendered":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/?p=11743"},"modified":"2025-07-21T15:06:48","modified_gmt":"2025-07-21T18:06:48","slug":"brasil-retorna-a-lista-de-paises-com-mais-criancas-nao-vacinadas-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nossaradio.net.br\/1007\/brasil-retorna-a-lista-de-paises-com-mais-criancas-nao-vacinadas-no-mundo\/","title":{"rendered":"Brasil retorna \u00e0 lista de pa\u00edses com mais crian\u00e7as n\u00e3o vacinadas no mundo"},"content":{"rendered":"<h2>A redu\u00e7\u00f5es mesmo pequenas na cobertura vacinal podem levar ao ressurgimento de surtos e ampliar a press\u00e3o sobre sistemas de sa\u00fade j\u00e1 fragilizados<\/h2>\n<p>O Brasil retornou \u00e0 lista global das na\u00e7\u00f5es com mais\u00a0crian\u00e7as sem vacina\u00e7\u00e3o\u00a0de rotina. O dado consta em um relat\u00f3rio divulgado nesta segunda-feira (14\/7) por duas das principais entidades internacionais de sa\u00fade: o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Em 2023, o pa\u00eds havia deixado esse grupo ap\u00f3s avan\u00e7o na cobertura vacinal. No entanto, em 2024, voltou a figurar no ranking indesejado, ocupando agora a 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses com mais crian\u00e7as n\u00e3o vacinadas. O n\u00famero de crian\u00e7as brasileiras que n\u00e3o receberam nenhuma dose de vacina mais que dobrou: passou de 103 mil para 229 mil em um ano.<\/p>\n<p>O levantamento considera dados relacionados \u00e0 vacina DTP1, que protege contra difteria, t\u00e9tano e coqueluche. Essa dose \u00e9 usada como indicador para avaliar o acesso de crian\u00e7as aos servi\u00e7os b\u00e1sicos de imuniza\u00e7\u00e3o \u2014 aquelas que n\u00e3o a recebem s\u00e3o classificadas como \u201ccrian\u00e7as de dose zero\u201d.<\/p>\n<h3><b>Cen\u00e1rio mundial<\/b><\/h3>\n<p>No mundo todo, cerca de 14,3 milh\u00f5es de crian\u00e7as seguem completamente desprotegidas contra doen\u00e7as preven\u00edveis por imuniza\u00e7\u00e3o. Outras 5,7 milh\u00f5es receberam apenas parte das vacinas necess\u00e1rias. Em 2024, nenhuma das 17 vacinas monitoradas atingiu 90% de cobertura, patamar considerado ideal pela OMS.<\/p>\n<p>Segundo os dados mais recentes, 89% das crian\u00e7as globalmente receberam ao menos uma dose da DTP, o equivalente a 115 milh\u00f5es. J\u00e1 85% completaram o esquema de tr\u00eas doses, ou seja, cerca de 109 milh\u00f5es. Comparado a 2023, houve um avan\u00e7o: 171 mil crian\u00e7as a mais iniciaram a vacina\u00e7\u00e3o, e um milh\u00e3o a mais finalizaram o ciclo completo.<\/p>\n<p>Apesar do progresso modesto, a OMS alerta que os n\u00fameros ainda est\u00e3o abaixo da meta necess\u00e1ria para atingir os objetivos da Agenda de Imuniza\u00e7\u00e3o 2030. Em 2024, quase 20 milh\u00f5es de crian\u00e7as ficaram sem ao menos uma dose da DTP \u2014 um n\u00famero que representa 4 milh\u00f5es a mais do que o necess\u00e1rio para manter o ritmo previsto, e 1,4 milh\u00e3o acima do registrado em 2019.<\/p>\n<p>\u201cAs vacinas salvam vidas, permitindo que indiv\u00edduos, fam\u00edlias, comunidades, economias e na\u00e7\u00f5es prosperem. \u00c9 encorajador ver um aumento cont\u00ednuo no n\u00famero de crian\u00e7as vacinadas, embora ainda tenhamos muito trabalho a fazer. Cortes dr\u00e1sticos na ajuda, juntamente com a desinforma\u00e7\u00e3o sobre a seguran\u00e7a das vacinas, amea\u00e7am desfazer d\u00e9cadas de progresso\u201d, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m refor\u00e7a que redu\u00e7\u00f5es mesmo pequenas na cobertura vacinal podem levar ao ressurgimento de surtos e ampliar a press\u00e3o sobre sistemas de sa\u00fade j\u00e1 fragilizados.<\/p>\n<h3><b>HPV: avan\u00e7o, mas ainda longe da meta<\/b><\/h3>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina contra o HPV, o relat\u00f3rio mostra que 31% das adolescentes eleg\u00edveis no mundo receberam ao menos uma dose em 2024. A maioria dos pa\u00edses adota o esquema de dose \u00fanica. Apesar de o \u00edndice estar distante da meta de 90% de cobertura at\u00e9 2030, representa um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos 17% registrados em 2019.<\/p>\n<p>J\u00e1 a cobertura completa passou de 21% para 28%. Cerca de 18 milh\u00f5es de meninas foram totalmente imunizadas, enquanto 46,6 milh\u00f5es seguem sem a prote\u00e7\u00e3o ideal contra o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Hoje, a vacina contra o HPV est\u00e1 dispon\u00edvel para meninas em 144 dos 194 pa\u00edses membros da OMS, e para meninos em 75 deles.<\/p>\n<h3><b>Sarampo: recupera\u00e7\u00e3o ainda lenta<\/b><\/h3>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo tamb\u00e9m demonstra recupera\u00e7\u00e3o, mas sem retomar os n\u00edveis anteriores \u00e0 pandemia. A primeira dose (MCV1) chegou a 84% de cobertura, ante 83% no ano anterior. Antes da crise sanit\u00e1ria, em 2019, esse \u00edndice era de 86%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda dose subiu de 74% para 76%, indicando avan\u00e7o, mas ainda insuficiente frente ao crescimento de casos ao redor do mundo. A OMS chegou a emitir um alerta epidemiol\u00f3gico sobre o risco de novos surtos em diferentes regi\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p>FONTE: Portal L\u00e9o Dias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00f5es mesmo pequenas na cobertura vacinal podem levar ao ressurgimento de surtos e ampliar a press\u00e3o sobre sistemas de sa\u00fade j\u00e1 fragilizados O Brasil retornou \u00e0 lista global das na\u00e7\u00f5es com mais\u00a0crian\u00e7as sem vacina\u00e7\u00e3o\u00a0de rotina. 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