Foto: Adobe StockO Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastreamento do câncer colorretal. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 10 de agosto. A norma já está em vigor, enquanto o novo procedimento deverá ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro.
O exame consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes e deverá ser realizado a cada dois anos como estratégia de rastreamento e detecção precoce do câncer colorretal.
Como funciona o novo exame
O FIT consegue detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes que não são visíveis a olho nu. A presença de sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou ao próprio câncer no intestino.
O teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando a precisão em relação a métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto.
A coleta é simples. O paciente recebe um kit e retira, em casa, uma pequena amostra das fezes, que posteriormente é encaminhada para análise laboratorial.
Entre as vantagens, o exame não exige preparo intestinal nem dieta restritiva, pode ser realizado com apenas uma amostra e é menos invasivo.
Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
Rastreamento a cada dois anos
O novo procedimento será oferecido na modalidade ambulatorial e classificado como de atenção básica. A indicação é exclusivamente para o rastreamento bienal de pessoas entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas.
Por isso, o FIT previsto nessa estratégia não deve substituir a investigação médica de pessoas que já apresentam sintomas ou possuem suspeita clínica de câncer.
De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão do exame poderá ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal.
A doença é considerada atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, quando excluídos os tumores de pele não melanoma.
A expectativa é que a ampliação do rastreamento permita identificar alterações em fases iniciais, aumentando as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento.
Fonte: Ministério da Saúde / g1

