SC: Biosseguridade na suinocultura é essencial para proteger plantéis e manter mercados
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Medidas ajudam a prevenir doenças, reduzir perdas e fortalecer a sanidade agropecuária em Santa Catarina

Quando se fala em biosseguridade na suinocultura, o tema vai muito além de uma exigência técnica. Trata-se de um conjunto de medidas fundamentais para evitar a entrada e a disseminação de agentes causadores de doenças nos plantéis de suínos, protegendo a produção, a renda dos produtores e a economia catarinense.

De acordo com Luciane Surdi, conselheira do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), uma falha aparentemente pequena pode representar grandes prejuízos sanitários e econômicos. “Uma doença pode entrar pelo detalhe que foi ignorado”, destaca.

Com esse objetivo, entrou em vigência em 8 de novembro a Portaria SAPE 50, que estabelece normas operacionais para a execução do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense.

Entre os principais riscos para a suinocultura estão doenças como Peste Suína Africana, Peste Suína Clássica e Doença de Aujeszky, que possuem alto impacto sanitário e econômico. Um único foco pode levar à perda total do plantel e até provocar bloqueios sanitários.

A adoção de boas práticas contribui para reduzir o risco de introdução de doenças, diminuir a mortalidade, melhorar a conversão alimentar e reduzir gastos com tratamentos. Animais mais saudáveis crescem mais rápido, apresentam melhor ganho de peso e menores taxas de descarte.

Medidas já estão em vigor

A biosseguridade envolve ações como controle de acesso, manejo adequado dos animais e resíduos, limpeza, desinfecção, vazio sanitário e controle do trânsito de pessoas e veículos.

Conforme a Portaria SAPE 50, regras básicas como troca de roupas e calçados, desinfecção de veículos, controle de roedores, restrição de visitas e qualidade da água já estão vigentes. Essas práticas são consideradas fundamentais para manter o bom desempenho dos plantéis e prevenir doenças.

Além disso, os suinocultores devem adequar os estabelecimentos com cercas, portões, cuidados com a ração e destino adequado de carcaças. Para essas adequações, os produtores devem contar com o apoio de médicos-veterinários das integradoras, cooperativas ou assessoria técnica. No caso de produtores independentes, o suporte pode ser buscado junto ao Senar/Faesc.

ICASA, por meio de sua equipe de médicos-veterinários e analistas ambientais, também está auxiliando os suinocultores com orientações sobre biosseguridade, ajustes de cadastro e estratégias específicas para cada região de Santa Catarina.

Programa prevê financiamento para adequações

A portaria estabelece prazos para que granjas preexistentes se ajustem às novas medidas, variando de 12 a 24 meses, conforme o tipo de adequação necessária.

Para apoiar especialmente os pequenos produtores, foi criado o Programa Biosseguridade Animal SC, que prevê financiamentos de até R$ 70 mil por granja, com subvenção de até 40%, além de um ano de carência e pagamento em cinco parcelas anuais.

Os suinocultores interessados em mais informações devem procurar o escritório local da Epagri em seu município.

Sanidade garante competitividade

A biosseguridade também é decisiva para manter mercados abertos. Países e empresas importadoras exigem rastreabilidade e protocolos sanitários rigorosos. Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pelo controle sanitário e pela capacidade de atender mercados exigentes.

Para Luciane Surdi, investir em biosseguridade é proteger o futuro da atividade. “Quem investe em biosseguridade colhe sanidade, produtividade e mercado. Isso não é custo, é seguro produtivo”, afirma.

Nossa Notícia vai ao ar de hora em hora na Rádio São Carlos 104.1 FM, com muitas informações para a comunidade e para o setor produtivo.